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Mobilidade e end-user computing ganham força na estratégia da VMware

Praticamente todos os players da indústria de TI trazem mensagens muito próximas: o momento, certamente, exige adaptação de estratégias para capturar novas oportunidades em um mundo que se transforma. No caso da VMware, tradicional na oferta de ferramentas de virtualização de servidores, a estratégia para o Brasil reside em focar em soluções de mobilidade e virtualização de usuário (end-user computing).

A fabricante prepara seu portfólio há algum tempo para ir bem além de sua oferta inicial e conquistar novos mercados. Tanto que, não faz muito tempo, comprou a provedora de soluções de gestão de dispositivos móveis AirWatch por US$ 1,54 bilhão. Além disso, comprou também a companhia de soluções de desktop como serviço Desktone em outubro do ano passado.

As duas aquisições estão recentes na memória de Jeff Casale, vice-presidente e líder da VMware para a região Américas. ?É coisa de agora?, resume sobre as transações, em uma declaração que pode servir, ainda, como um alerta a urgência necessária para capturar um posição de destaque nesses mercados emergentes.

Ainda não há uma visão aberta quanto ao roadmap de integração das corporações, mas uma coisa é certa: ?Vamos puxar mais projetos em termos de mobilidade ao longo de 2014?, direciona o executivo, complementando que o mesmo se dará nas frentes de DaaS. ?Será um ano forte para projetos de end-user computing e mobilidade?, reforça.

Esses dois pontos valem, ainda mais, quando falamos no mercado brasileiro, anima-se Fabio Costa, country manager da fabricante no País. Os conceitos são vistos pelo executivo como formas de ampliar a produtividade as corporações.

O Brasil é encarado com uma grande oportunidade aos negócios da companhia. A operação nacional da fabricante obteve destaque junto a corporação ao longo do último ano. ?2013 foi um período interessante. Os negócios no país foram muito bem?, cita o executivo que, sem revelar números, afirma que a corporação continuará ?investindo agressivamente? na subsidiária local para manter o ritmo acelerado de crescimento nos próximos anos.

A subsidiária brasileira da VMware, inclusive, recebeu alguns elogios por seu desempenho (e foi a que mais cresceu na América Latina). Apesar de não compartilhar números ou indicar a representatividade do país nas receitas globais, Casales, em visita ao Brasil, mostra-se animado com o que tem visto por aqui.

?Tivemos muita sorte e eficiência em contar uma boa história. Falamos sobre conceito, não sobre comparação de produtos. Baseado nisso, oferecemos a solução. Se o cliente compra uma visão, é mais fácil mostrar como chegar onde eles querem?, comenta Costa, quando questionado sobre o que motivou o ?bom desempenho? recente.

Acertar o discurso é tarefa fundamental pelo momento da companhia que, há algum tempo, trabalha para ampliar sua abrangência. Usando a base que construiu a partir da oferta de tecnologias de virtualização de servidores pretende avançar dentro das infraestruturas dos centros de processamento de dado e posicionar-se como provedora de soluções de software defined datacenter (SDN).

?Começamos com servidores e temos orgulho disso, pois foi algo que nos permitiu construir bases sólidas?, adiciona. O movimento em direção a SDN soa como uma ?evolução natural? a Casale. Trata-se, na visão do executivo, de um avanço do conceito que alicerçou as estratégias da companhia até agora e um avanço sobre outras estruturas que povoam os centros de processamento de dados, como redes, sistemas de segurança e de armazenamento. ?Partimos da virtualização como conceito core para entregar IT-as-a-Service?, completa.

A grande mudança, sob o seu ponto de vista, é a de mentalidade nesse processo trazido com avanço do software na definição da infraestrutura. Isso implica em educar parceiros quanto ao novo posicionamento. Na visão da VMware, o passo seguinte é fazer com que seus parceiros ajudem seus clientes no desenvolvimento de suas próprias nuvens. ?Vemos que o mercado vem abraçando a ideia. O momento está sendo construído?.

Além de ofertas de mobilidade e virtualização de usuários, a companhia enxerga um janela aberta para consolidação do modelo de nuvem privada, parcerias com provedores de nuvem pública e (é aí entra a chave para o futuro do negócio) construir a ponte entre esses dois universos para construir um ambiente computacional híbrido, que permita um fluxo dinâmico e integrado entre esses dois mundos.

Casale é bastante objetivo quanto sua meta ao mercado local: ?continuar crescendo de maneira acelerada?, diz, afirmando haver muita oportunidade para os canais da marca. Seu conselho aos parceiros é que se aprofundem e sigam os rumos que a organização trilhou. ?Vivemos um momento animador para o ecossistema. As mudanças trazem oportunidade?, crê.

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