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Mobilidade: aplicações nativas ou baseadas na web?

Em smartphones, aplicativos nativos superam o uso de software baseado em browser. A maioria dos profissionais de TI acredita que uma abordagem móvel baseada em navegadores seja viável ? apenas 31% dos entrevistados pela pesquisa Application Mobilization disseram que a maioria dos aplicativos requer cliente nativo (além dos 9% que disseram que a web não é uma opção viável). Mas funcionários e clientes geralmente preferem os aplicativos instalados.

A editora Houghton Mifflin Harcourt está indo pelo caminho da web. Há cinco anos, a empresa que vende livros didáticos, provas e material multimídia educacional por todo o mundo, começou a se preparar para os smartphones garantindo que todos seus softwares poderiam ser acessados via internet e que nenhum deles estava ligado a um hardware ou plataforma específica. Por exemplo, o site da editora e os dados mais importantes, como status de pedido, podem ser acessados por qualquer celular inteligente. Clientes e vendedores podem criar alertas para serem notificados quando um pedido for enviado.

Em termos de dispositivos móveis para funcionários, seis meses atrás, a Houghton Mifflin padronizou smartphones Android e iPhone, assim como iPad. Ela usava BlackBerry, mas Paul Wilcox, CIO e VP da empresa, achava que os requerimentos eram muito proprietários.

?Nós realmente não queríamos desenvolver para plataformas específicas?, explicou. Utilizando qualquer um dos dispositivos fornecidos pela empresa, os vendedores podem verificar informações em uma grande variedade de aplicativos SaaS, incluindo implantação altamente personalizada dos aplicativos de colaboração da Salesforce, o Chatter, e da SuccessFactors, CubeTree, além de inteligência de negócio Cloud 9 e gerenciamento de marketing Eloqua.

Com tal diversidade de aplicativos, não surpreende que Wilcox queira evitar o desenvolvimento de um software para um dispositivo específico.

Um smartphone e um iPad pode ser o que qualquer guerreiro precise, mas Wilcox diz que a Houghton Mifflin também fornece netbooks para seus funcionários. Os celulares inteligentes são usados para ligações, e-mail, informações de contato e verificação de vendas e status de pedidos na Salesforce. Eles também acessam análises de vendas e pipeline no Cloud 9. Os iPads são usados principalmente em apresentações de vendas, mas também acessam alguns dos aplicativos em SaaS (software como serviço) da empresa.  Os funcionários usam os netbooks para entrada de dados pesados ? criar propostas de vendas, trabalhar em planilhas ou preencher relatórios de despesas, por exemplo.

Aplicativos web também oferecem vantagem se você estiver fazendo desenvolvimento customizado para acessar múltiplos sistemas back-end via dispositivo móvel. A boa notícia é que esse tipo de desenvolvimento ficará mais fácil agora que as principais plataformas de smartphones, incluindo iPhone, Android e BlackBerry trabalham com padrões HTML e Java-Script. O HTML 5 promete impulsionar ainda mais o desempenho ao aperfeiçoar o armazenamento de dados locais para operações offline.

Conclusão: seria mais interessante desenvolver aplicativos móveis em HTML já que eles podem ser acessados por diferentes dispositivos. Esses aplicativos podem não oferecer ao usuário uma experiência maravilhosa, mas a alternativa de desenvolver um aplicativo para cada plataforma é cara e demorada demais.

Assim, voltamos à questão sobre o momento da decisão.

Será melhor: esperar pelas expectativas dos consumidores e padrões de desenvolvimento, realizar pequenos testes ou mergulhar de cabeça e começar a conectar sistemas corporativos com dispositivos móveis agora?

É uma decisão estratégica.

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