Mobile marketing: conteúdo é sua única chance

No terceiro trimestre deste ano, foram vendidos 11,7 milhões de smartphones no Brasil, alta de 5% sobre o mesmo período de 2016.
Ainda que, somando feature phones (celulares básicos) e smartphones, o volume geral de vendas tenha caído um pouco ( -2% na comparação ano/ano), a receita subiu, pois o tíquete médio passou de R$ 994 para R$ 1.118. E os smartphones abocanharam fatia de 94% das compras de telefones móveis no país, segundo a IDC.

A projeção da consultoria é que, somando o quarto trimestre, o país feche o ano com 52,1 milhões de mobile phones vendidos, crescimento de 6% frente a 2016.

Em paralelo ao boom do mobile, crescem as estratégias corporativas aliadas: o Mobile Marketing, por exemplo, saltou de 22.1% para 59,6% do total investido em campanhas de Marketing nos EUA entre 2013 e 2017. No Brasil, as conexões mobile já superam a casa dos 267.1 milhões e, dentre os usuários, 43% usam aplicativos de mensagem, 35% assiste frequentemente a vídeos mobile e 21% é assíduo nos games, segundo medições da Zenith e da BIA/Kelsey.

“Seja de qual setor ou porte for uma empresa, seus clientes estão no mobile. O mundo mobile é o mundo atual: aquele em que ninguém pode perder tempo, nem ficar desinformado. Aquele em que as pessoas querem o que buscam agora e no formato mais cômodo – e não tem nada mais conveniente do que a palma da mão”, comenta Gláucia Civa Kirch, CEO da Aceká Marketing Digital, agência especializada em clientes da área de TIC.

Segundo a especialista, companhias que não investirem em Mobile Marketing perderão clientes, uma vez que estes serão atraídos pelos concorrentes presentes neste ambiente.

Para se destacar no universo mobile, a CEO explica que o conteúdo é primordial. “Saber como comunicar é mais importante do que o quanto. Atrair e engajar público passa diretamente pela mensagem de uma peça”, esclarece.

Quanto ao conteúdo, a especialista dá algumas dicas:

1. Aposte na especificidade. Pessoas são atraídas por mensagens e imagens que atendem a seus desejos, necessidades e perfil.

2. Definir uma persona é importante, mas entender a persona do público-alvo é ainda mais. Empresas e profissionais que querem vender no ambiente mobile devem entender as personalidades a quem se destinam e conversar diretamente com elas.

3. Milhões de reais em verba destinados a conteúdo fraco serão milhões jogados no lixo. É preciso ter embasamento, consistência e atratividade na mensagem para chegar ao público certo para cada produto ou serviço, e isso requer especialização.

4. Mobile friendly. Seja qual for a peça mobile – SMS, mobile sites, mobile apps, QR Codes e tantas outras -, o conteúdo da chamada ou do background tem que ser mobile friendly. Isto significa que deverá ser dinâmico, preciso, interessante e capaz de motivar uma ação (de compra, acesso, visita etc)

5. Não tente fazer tudo sozinho. A velha máxima de quem sabe tudo, não sabe nada, é válida aqui: busque profissionais qualificados para o desenvolvimento do conteúdo e das campanhas. Assim poderá usufruir dos resultados do Mobile Marketing sem perder o foco no core business.

“Mobile Marketing bem feito rende vendas, crescimento, lucro. Mal feito, rende clientes para o concorrente”, finaliza.

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