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Supricel adere à plataforma de desenvolvimento modular

Em dias de orçamentos cada vez mais controlados e board demandando projetos que gerem economia de recursos, nada melhor que implantar um sistema e, como resultado, além da evolução de processos, apresentar um investimento muito menor que o previsto. A cena descrita ocorreu, de fato, no departamento de TI da Supricel, uma holding que congrega restaurantes, logística, construção e combustível. O caso em questão é um sistema de missão crítica para atender, principalmente, aos gargalos da divisão de logística.

A área da logística é a maior da holding, mas, também, onde se tinha mais dificuldade em gerar inteligência, como contou o gerente-corporativo de TI, Willian Luís Domingues. Além do ERP da Totvs, o executivo comenta ter implantado o TMS (transportation management system) da Signa Info, mas nada que resolvesse a necessidade da divisão em sua totalidade. ?Tínhamos alguns buracos em processos de inteligência. Possuímos filiais em todo o País, assim, você pode ter um ótimo link em São Paulo e nada no Pará, precisávamos de rastreamento de frota, conhecimento, comunicação, planos de viagem; o ERP e o TMS não propiciavam isto.?

Em busca de uma solução, Domingues analisou o mercado e calculou que, só em consultoria, precisaria investir em torno de R$ 350 mil. No encalço disto, a diretoria do grupo exigia que todo o processo de inteligência ficasse no legado e não dentro do ERP ou TMS, sob o risco de ser vendido no mercado como plug-in pelos fornecedores.
Desta forma, por experiências anteriores, ele aderiu ao desenvolvimento interno tendo como base a plataforma GeneXus, da Artech. Domingues comenta que deslocou apenas duas pessoas para o trabalho. O projeto, em si, envolveu em torno de 30 pessoas, até porque, as áreas de negócios precisavam passar as demandas. ?Hoje, o sistema já possui mais de 50 módulos, a maioria para logística. Estamos partindo agora para levar a solução para smartphones.?

Futuro
Com o sistema criado, ficou mais fácil acessar informações e os dados sobre a frota de cerca de 400 veículos tornaram-se mais completos. A diretoria consegue acompanhar, por exemplo, a localização. O pessoal de gerenciamento de risco e da área financeira também registra ganhos. ?Na parte de risco, monitora quanto tempo o veículo está parado. Toda a frota vê um mapa logístico e, com isto, gera, inclusive, economia de combustível [hoje em torno de R$ 200 mil por mês], que é nosso segundo maior custo.?

Antes de escolher o GeneXus, Domingues lembra que chegou a considerar .Net, Java e algumas outras linguagens, mas achou melhor optar pela criação modular. ?Uma das vantagens é não precisar ir atrás da evolução tecnológica a toque de caixa. Seria difícil, por exemplo, desenvolver para iPhone e terei isto. Eles estão criando um gerador que atenderá Android e iPhone.?

Mas, quando se fala em projeto, o custo sempre se destaca como um luminoso durante a aprovação. Neste caso, entretanto, a diretoria deve ter comemorado. Em vez de pagar por duas mil horas de desenvolvimento, conforme cálculos de Domingues, por consultoria, entre outros serviços, ele investe apenas R$ 8 mil ao ano, referente ao custo da licença da plataforma. ?Eu tinha um analista de suporte que foi treinado para isto e se transformou no programador.? O profissional começou a criação em dezembro de 2008 e, em julho de 2009, já havia parte em funcionamento.
Nem mesmo a integração com os demais softwares foi um problema. O executivo afirma que Totvs e Signa se dispuseram a abrir o dicionário de dados para permitir a interação. Hoje, tendo em mãos um sistema parrudo, ele já pensa em novas funções. E a principal delas poderá auxiliar na prevenção de acidentes.

Os caminhões possuem dois equipamentos: o rastreador e a telemetria. Neste último, por meio de 15 sensores, é possível monitorar RPM, velocidade, acionamento de limpador de para-brisa, freadas bruscas, entre outros. Ao jogar isso num banco de dados, será possível montar cenários. ?A ideia é inserir códigos para prevenir acidentes. Ainda não enviamos recados, até porque não é seguro durante a condução, mas, quando o motorista retorna à empresa, pode ser chamado para uma conversa ou entrarmos em contato por telefone quando a unidade estiver parada.?

O trabalho de desenvolvimento de dois profissionais da TI da holding gerou resultados surpreendentes em termos de controle, melhoria de processo e economia de recursos. No total, entre investimento reduzido, renegociação com parceiros e outros pontos, Domingues acredita ter economizado na ordem de R$ 1 milhão entre a gestão de 2009 e 2010.

Em foco

Desafio: instalar um software de missão crítica para área de logística e resolver pendências como controle de frota
Solução: adesão à plataforma de desenvolvimento modular Genexus que custou à companhia R$ 8 mil
de licença por ano
Resultado: economia de recursos da ordem de R$ 1 milhão, melhoria de controle e de processo e simplificação do projeto, dispensando diversas ferramentas de mercado caso optasse por algo mais convencional

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