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Microsoft alerta atualização automática para substituição de navegador em PCs

A Microsoft alertou seus clientes corporativos e educacionais que executam o Windows 10 sobre a atualização automática para o processo de substituição do navegador Edge, antigo e original, pela versão mais recente baseada no Chromiun.

A atualização forçada, que deverá ocorrer em ou após 30 de julho, segundo a empresa, desagrada alguns usuários que se veem forçados a ter a troca sem opções claras de escolha, minando os argumentos da empresa de que as atualizações automáticas são críticas.

De acordo com a empresa, as primeiras substituições serão nas máquinas em ambientes educacionais, como escolas de ensino fundamental e médio, juntamente com faculdades e universidades.

“Compartilharemos uma linha do tempo dos negócios posteriormente”, escreveu Elliot Kirk, Gerente Sênior de Programas da equipe Edge, em um post de 30 de julho feito em um blog da empresa.

A Microsoft abordou a ideia da troca automática pela primeira vez em meados de janeiro, juntamente com o lançamento público da primeira versão do canal estável do Chromium Edge.

Em seguida, estabeleceu diretrizes firmes para as quais os PCs substituiriam à força o Edge herdado pela nova edição, explica Gregg Keizerem em artigo para a Computerworld EUA.

Updates

Em resumo, o Windows 10 Enterprise, Education e Workstation Pro permaneceriam intocados, assim como os sistemas Windows 10 Pro ingressados em um domínio do Active Directory (AD) ou do Azure Active Directory (AAD); os atualizados usando o WSUS (Windows Server Update Services) ou o WUfB (Windows Update for Business); e aqueles controlados usando ferramentas como Intune e SCCM (System Center Configuration Manager).

De acordo com Kirk, os PCs atendidos pelo Windows Update serão atualizados automaticamente para o Chromium Edge. “Esta atualização não afetará os dispositivos de educação e negócios atualizados pelo Windows Update for Business (WUfB) ou pelo Windows Server Update Services (WSUS)”, afirmou.

Muitos acreditaram que a Microsoft faria a troca em janeiro, a empresa não o fez até o início de junho. Então, quando a Microsoft anunciou o início da troca, deixou claro que seus planos originais não haviam mudado, diz Keizerem .

Em uma análise mais detalhada da postagem de Kirk – e de alguns documentos de suporte revisados recentemente –, o executivo deixou claro que qualquer dispositivo atendido pelo Windows Update seria elegível, incluindo os que executam, por exemplo, o Windows 10 Education ou mesmo o Windows 10 Enterprise, que, segundo as regras anteriores, eram imunes em virtude de seu SKU (unidade de manutenção de estoque), analisa Keizerem.

Para impedir a atualização, os usuários podem usar o Blocker Toolkit para Edge-to-Edge lançado em dezembro de 2019. O kit, que pode ser baixado diretamente daqui em formato .exe, bloqueia a entrega do novo Edge pelo Windows Update. Isso não impede que estudantes ou trabalhadores obtenham manualmente o Edge baseado no Chromium.

Críticas

Entretanto, para o usuário mais desavisado a surpresa pode trazer perturbações. Para Sean Holister, em artigo publicado no The Verge, as táticas da Microsoft para forçar a atualização são invasivas e se assemelham a táticas de fornecedores de adware, spyware e ransomware.

A atualização forçada não está agradando muitos usuários, estes que pagaram por um produto e de forma intrusiva e pouco facilitada, pressiona o usuário a aceitar um novo produto recém lançado pela marca que usa.

O que torna ainda mais difícil argumentar, como a empresa já fez, de que as atualizações forçadas são necessárias para a segurança, quando elas executam tarefas duplas como uma ferramenta de marketing intrusiva, diz Holister.

“As únicas justificativas que a empresa poderia me fornecer são que, tecnicamente, o novo Edge está substituindo o antigo Edge que já vem com o Windows 10; a Microsoft deseja que você use a versão melhor e mais segura de seu navegador; e você ainda pode dizer não – embora, neste caso, um “não” envolva o fechamento forçado do Edge, reafirmando a opção padrão do navegador e tendo que gastar um minuto excluindo lixo indesejado na área de trabalho”, diz Holister para o The Verge.

Para ele, a experiência deixa um gosto amargo na boca.

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