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Metade das empresas no Brasil busca neutralidade de carbono em 5 anos

Em busca de redução de custos e cumprimento de compromissos de sustentabilidade corporativa, empresas brasileiras planejam ampliar investimentos em eficiência energética para alcançar a neutralidade de carbono ou Net Zero. Segundo estudo encomendada pela ABB e conduzido pela Sapio Research, 51% das empresas no Brasil diz que planeja atingir o Net Zero em cinco anos, enquanto apenas 1% não está tentando alcançá-lo, enquanto 6% afirmam que já são neutros em carbono.

O levantamento teve como alvo 2.294 empresas em 13 países.

Pouco menos da metade das empresas brasileiras já está investindo no aumento da eficiência energética (48%) e mais da metade está planejando (51%), sendo que 63% devem realizar esses aportes ainda neste ano – o maior índice entre os países pesquisados. Além disso, 89% esperam que seu investimento em eficiência energética aumente nos próximos cinco anos.

Globalmente, 54% do total de empresas consultadas já estão investindo e 43% pretendem realizar aportes na área, com 40% declarando que esse plano será concretizado ainda este ano. Os entrevistados chineses têm maior probabilidade de atingir o status neutro em carbono em 5 anos (71%), enquanto os dos EUA (39%) e do Reino Unido (35%) são menos prováveis.

Leia também: O que o líder de TI deve saber sobre sustentabilidade?

“Essa aceleração do investimento no Brasil, em linha com o resultado global, é uma notícia positiva. Com o crescimento populacional e econômico, as mudanças climáticas podem chegar a um ponto crítico. Além disso, o cenário se torna ainda mais complexo diante dos avanços da urbanização e da tensão geopolítica. Isso exige que governos e indústria intensifiquem as iniciativas para a redução de emissões e, nesse contexto, melhorar a eficiência energética é uma estratégia essencial”, disse Marcelo Palavani, diretor da área de negócios de Motion da ABB no Brasil.

Segundo a pesquisa, das empresas que já investem na área no Brasil, 60% estão atualizando seus equipamentos para as melhores classificações de eficiência da categoria, como motores elétricos de alta eficiência controlados por acionamentos de velocidade variável. Esse percentual é superior ao da Argentina (48%), mas inferior ao da China (83%). Ainda entre os entrevistados brasileiros metade está implantando sistemas de gerenciamento de energia em edifícios (51%).

No entanto, há desafios a serem superados, com 47% das empresas no Brasil apontando o custo como uma grande barreira para melhorar sua eficiência energética. Apesar disso, a economia de gastos foi o motivo mais importante para investir (71%), seguido por compromissos de sustentabilidade corporativa (69%).

“Isso significa que o investimento inicial atua como um obstáculo impedindo ganhos de longo prazo. É crucial que governos e indústria entendam que a adoção de tecnologia de eficiência energética proporciona um rápido retorno do investimento enquanto reduz as emissões de CO₂. Eficiência energética traz, enfim, grandes benefícios para os negócios, para a imagem da empresa e para o meio ambiente”, afirma Palavani.

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