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Mercado de software cresceu 30% no Brasil em 2020, aponta estudo

Impulsionado pela aceleração de investimentos em tecnologia motivados pandemia da Covid-19, o mercado de software cresceu 30% no Brasil em 2020, atingindo uma receita de US$ 8,15 bilhões. Os dados são parte do estudo Semiannual Software Tracker, divulgado pela IDC Brasil nesta segunda-feira (10), e levam em conta vendas de software para infraestrutura de TI, gerenciamento de dados, endpoint, rede, CRM, ERM, SCM, ferramentas colaborativas e de inteligência artificial (IA).

Segundo Fabio Martinelli, analista de pesquisa e consultoria de software e cloud da IDC Brasil, os maiores volume de investimentos ficaram por conta de soluções de segurança da informação e soluções voltadas para inteligência do negócio e tomadas de decisão, incluindo inteligência artificial, BI e Big Data & Analytics.

Leia também: Estudo: falta de sintonia entre equipes de TI põe transformação em risco

Apesar que já consolidados no mercado, softwares de gestão (ERP) também cresceram em 2020, em uma taxa acima de 25%. O ano também viu uma aceleração na adoção de soluções de nuvem, incluindo IaaS, PaaS e SaaS, vistas como habilitadoras de um processo de digitalização. A receita do mercado de cloud pública em 2020, segundo a IDC, foi de US$3.02 bilhões.

“No caso de software, foram adotadas tecnologias com potencial para dar agilidade e trazer diferencial competitivo, e mesmo soluções que antes era mais vistas num contexto de automação e relacionamento com clientes passaram a ser prioritárias e a permear as linhas de negócios”, explicou Martinelli

Novo crescimento em 2021

Ainda segundo IDC Brasil, um novo crescimento no mercado de software é esperado no Brasil ao longo de 2021. Ele, no entanto, não será tão acelerado como no ano passado, quando organizações correram para resolver gargalos e atender a demanda. A expectativa, ainda assim, é de uma aceleração “significativa” e que continue no patamar dos dois dígitos.

“As empresas vão continuar buscando soluções, pois precisam dar agilidade e gerar mais valor à linha de negócio, com mais segurança, eficiência e maior engajamento tanto interno como em termos de relacionamento com o cliente. O foco da operação, a experiência de uso do cliente, o processo de logística, enfim todo o ecossistema do CRM continuará movimentando”, pontuou Martinelli.

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