Problemas para reter talentos ou dificuldade para desenvolver novas capacidades e habilidades com seus colaboradores? Sua empresa está em busca de ampliar as vendas e os incentivos financeiros já não são mais atrativos como foram antes? É com base em problemas tão comuns como esses que nasceu uma tendência no mercado: soluções de gamificação.
Mas o que é mesmo gamificação, como aplicar e quais os modelos de negócios envolvidos neste novo mercado? A explicação prática é que esta palavra define o processo de aplicar mecânicas de jogos em atividades que não necessariamente são jogos. A definição teórica é que o termo se trata de um conjunto de ações, que envolvem tanto esforço humano como uma carga tecnológica, para engajar seus funcionários, alavancar competências e reposicionar, de forma inteligente, os colaboradores em funções que eles obterão melhores resultados, conforme seus perfis de trabalho e atitude.
Campeões do Canal 2013: escolha seu fornecedor favorito
Assine a newsletter da CRN Brasil
Siga a CRN Brasil no Twitter
Curta a Fan Page da CRN Brasil
Faça parte da comunidade CRN Brasil no LinkedIn
Tudo surgiu com os novos perfis de profissionais, que interagem e se comunicam de forma mais ampla e por multimeios, mas que se encontravam dentro dos ambientes complexos do modelo de gestão defasado das empresas. Socializar o crescimento por meio de novos estímulos e criar maneiras de alavancar maior relação entre empresa e funcionário se tornou mandatório. Soma-se a isso toda a revolução causada por redes sociais e a explosão no consumo de conteúdo.
Embora muitas sejam empresas que sempre visaram incentivar seus funcionários, as dinâmicas de jogos podem adicionar diferenciais que vão além da conquista própria, mas também o reconhecimento público e condecorações físicas e digitais ? como nos jogos online.
Trabalha-se, então, o entretenimento para tirar as pessoas de silos, colocando-as em ambientes comuns (seja de forma física ou por meio de uma plataforma digital), onde elas interagem, colaboram e se comunicam melhor, visando ganhos próprios de produtividade e também o retorno positivo para a forma como trabalham.
Isso pode ser feito por meio de gincanas, desafios e metas que envolvam não somente as capacitações necessárias para o trabalho proposto ao colaborador, mas também novos horizontes de atuação. Por meio de gráficos e métricas, os ?jogadores? são posicionados em rankings, suas conquistas são destacadas e seus desafios vencidos se tornam casos de sucesso para as pessoas dentro da empresa.
O potencial
Segundo a consultoria M2 Research, a tendência está se tornando rapidamente um grande negócio. Em 2012, movimentou 242 milhões de dólares, mais que o dobro apresentado em 2011, e em 2016 chegará a 2,8 bilhões de dólares. Seu grande diferencial é a migração de seu perfil para dentro das empresas de forma acelerada. Este mercado, em 2011, era 91% focado em esforços junto aos usuários finais. Em 2012, esse número chegou a 62%, sendo que os outros 38% são representados por iniciativas de organizações. Até o final do ano, segundo a M2 Research, cliente corporativo será seu grande representante.
Até 2018, segundo a Markets and Markets, as cifras em torno do tema atingirão 5,5 bilhões de dólares, acumulando, desde 2013, crescimento composto de 67,1%.
O Gartner, por sua vez, dá um passo atrás e avalia que, apenas em 2015, 50% das inovações em torno das empresas serão gamificadas. Até lá, segundo a consultoria, grande parte das aplicações existentes hoje irão falhar, por simples falta de compreensão dos processos adequados para construir um ambiente que alavanque a colaboração e competição saudável entre os funcionários. É um momento de doutrinação em torno das necessidades de abrir o leque na forma de gerir pessoas.
Dez princípios
Gerente de soluções avançadas da Nice Systems, Ingrid Imanishi apresentou alguns conceitos que são embarcados junto aos processos de adição de dinâmicas de jogos aos ambientes corporativos. A companhia está entrando no certame com uma nova plataforma que visa estimular competências e excelência no atendimento ao cliente dentro de call centers. Veja os pontos levantados por ela:
?Todos esses pontos no ambiente corporativo trazem à tona o alinhamento e a ação entre as diversas áreas da empresa, visando a melhoria das operações de forma realmente eficaz,? afirma.
SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…
por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…
A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…
A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…
Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…
DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…