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Marinha dos EUA quer usar computadores quânticos em satélites espiões

A Marinha dos Estados Unidos está explorando as capacidades disruptivas da computação quântica em busca por soluções avançadas de defesa. Com projetos que vão desde a programação de satélites para capturar imagens em locais precisos até simulações químicas para avaliar a corrosão em navios, a Marinha, porém, enfrenta desafios logísticos e estratégicos complexos para avançar com as aplicações práticas da tecnologia.

A iniciativa privada tem demonstrado seus esforços para explorar as aplicações práticas da computação quântica. Recentemente, a IBM revelou um processador capaz de lidar com mais de mil qubits, sendo uma das iniciativas privadas líderes no segmento. O plano da empresa inclui o desenvolvimento de máquinas de 100 mil qubits até 2033, em parceria com universidades renomadas.

Joseph S. Broz, vice-presidente da IBM, disse que uma máquina de 100 qubits possui um poder computacional superior ao de todos os átomos conhecidos no universo. Ele destaca aplicações práticas da tecnologia, como o design mais rápido de aeronaves, que pode ter implicações significativas na defesa no futuro.

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Junto com a IBM outras empresas e instituições continuam a avançar no desenvolvimento de computadores quânticos, mas a Marinha dos EUA tem se mostrado na vanguarda da pesquisa e experimentação na área. Entre os projetos de destaque estão as simulações químicas em computadores quânticos, no qual a Marinha busca compreender melhor a corrosão em navios. Além disso, ela está explorando a aplicação da computação quântica para atribuir tarefas a satélites espiões, otimizando assim o agendamento de suas operações de vigilância.

“Temos um projeto em que estamos usando informações que estamos obtendo que se relacionam com como agendamos os satélites e em quais alvos eles devem se concentrar. Acontece que isso é conhecido como um problema NP-difícil”, disse Lennart Gunlycke, diretor técnico do Programa Quântico da Marinha, na semana passada, na conferência AFCEA West em San Diego, Califórnia. “E já fizemos alguns progressos”.

Michael McMillan, diretor executivo do Centro de Guerra da Informação Naval (NIWC) Pacífico, ressaltou que a Marinha também está considerando a utilização de computadores quânticos não apenas para satélites, mas também para otimizar operações com jatos, drones e outras armas.

Apesar dos avanços da iniciativa privada e pública com as aplicações práticas da tecnologia, Broz alerta para o subfinanciamento do governo dos EUA nessa área em comparação com a China. Ele observa que os Estados Unidos ocupam uma posição desfavorável, compartilhando o último quartil de financiamento com outras nove nações, a maioria delas aliadas.

*Com informações do DNyuz

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