Notícias

Malware usa fake news para realizar ataques massivos

O malware Emotet voltou a ser ativado pelo grupo “Mummy Spider” e agora está sendo utilizado para ataques em massa. O Emotet havia circulado no começo do ano infectando computadores e servidores em todo o mundo. O malware espalha três grandes botnets por meio de campanhas de phishing que podem rapidamente infectar o Active Directory, da Microsoft, usando ataques de força bruta. O código malicioso pode ser um meio também para ataques de ransomware.

“A única forma de coibir esse tipo de ação é rastreando rotinas de comportamento de usuários e utilizando modelos preditivos que possam rastrear e identificar a ação do Emotet na rede, em e-mails, proxy e arquivos de sistemas. A ação dos criminosos costuma ser rápida e as perdas grandes. Com a LGPD, agora as empresas serão cada vez mais responsabilizadas por vazamentos e roubos de informações sensíveis”, alerta Carlos Rodrigues, vice-presidente da Varonis para América Latina.

Leia também: Tendências para 2021: as tecnologias que ganham força no cenário pós-covid

O que é o emolet?

O Emotet é um malware que surgiu em 2014 como um banking trojan e evoluiu para se tornar um distribuidor de outros malwares ou campanhas maliciosas. Uma vez instalado na vítima, o código passa a disparar campanhas de spam para roubar dados bancários e se espalhar dentro das redes. São mensagens de cunho sensacionalista ou falsas informações indispensáveis à vítima, com anexos em Word ou URL vinculados a downloads. Na hora em que o usuário faz o download, o Emotet é instalado.

O problema é que o Emotet utiliza anos de contatos já capturados anteriormente e endereços de e-mails que vêm sido obtidos e armazenados muito antes de qualquer sinal de invasão. Quando o usuário recebe o phishing, a engenharia social garante que o usuário permita que o vírus se instale. Outro problema é que o Emotet é invisível aos filtros de email e qualquer tipo de proteção endpoint, elevando o risco de que sua detecção aconteça tarde demais.

“O Emotet vai simular o comportamento de um usuário normal, conectando-se e baixando as informações. O código também emula ação do usuário rodando comandos e a única maneira de controlar isso é desabilitando o PowerShell, ou criando políticas de acesso bem restritas”.

Recent Posts

Resiliência e criatividade atuam na globalização do DNA brasileiro em tecnologia

por Thaís Trapp O Brasil formou profissionais moldados pela diversidade, pela complexidade e pela necessidade…

37 minutos ago

Startup brasileira vence prêmio do MIT com IA que detecta risco de câncer em hemograma

A Huna, startup brasileira de inteligência artificial aplicada à saúde, venceu o MIT Solve Future…

1 hora ago

Unico processa Serasa Experian por suposto uso indevido de tecnologia de biometria facial

A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…

14 horas ago

Salesforce leva Agentforce à Copa do Mundo de 2026

A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…

14 horas ago

Neil Redding abre IT Forum Praia do Forte 2026 com debate sobre liderança na era da IA

Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…

16 horas ago

47% das empresas brasileiras devem adiar migração para a nuvem nos próximos três anos

Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…

16 horas ago