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Mais de 140 startups oferecem ajuda a Brumadinho, diz ABDI

Mais de 140 empresas e startups enviaram mensagens dispostas a disponibilizar inteligência e tecnologias para auxiliar na tragédia gerada pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG), informou a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) em comunicado à imprensa. No último final de semana, a agência ligada ao Ministério da Economia publicou em suas redes sociais um pedido de ajuda às startups. Segundo a ABDI, especialistas das mais diversas áreas também se colocaram à disposição para ajudar. “Nesse momento, é fundamental mobilizarmos tecnologias e inteligência para atuar com agilidade em cooperação com as autoridades e equipes técnicas no local da tragédia, auxiliando nas buscas e, posteriormente, no trabalho de reconstrução das áreas atingidas”, disse Guto Ferreira, Presidente da ABDI.

Entre as startups que responderam ao chamado está a BirminD. A empresa juntou-se a outras de base tecnológica para o desenvolvimento de um aplicativo. “Estamos estimando o fluxo de rejeitos e cruzando com o último sinal de GPS que uma pessoa tenha tido antes do rompimento da barragem. Com essa informação queremos estimar, levando em conta o arrasto da lama, onde a pessoa possa estar”, explica Diego Oliveira, um dos fundadores da empresa. Celulares mais modernos mapeiam, praticamente em tempo real, nosso deslocamento. Essa tecnologia deve auxiliar na busca por desaparecidos. O algoritmo, base para construção do aplicativo, começou a ser desenvolvido domingo às 9 horas. A primeira versão ficou pronta nesta segunda-feira (28), às 2h30. “Agora, nós disponibilizamos o algoritmo de forma aberta na rede para que ele seja melhorado. Qualquer um pode aprimorar”, destaca Oliveira. Como os dados de localização são sigilosos, a ideia é que as empresas de telefonia utilizem o aplicativo para ajudar as equipes de salvamento.

Uma empresa que oferece serviço de monitoramento por drones também se colocou à disposição. As câmeras de alta resolução podem fazer um modelo digital da área, explica o Diretor de Engenharia da Nong, Gabriel Postiglione. “A partir das fotos, nós geramos vários mapas. Com essas informações, podemos calcular a declividade do terreno e entender todo o relevo. Em uma operação de resgate, conhecer a declividade é fundamental, podemos direcionar a melhor entrada e como andar no terreno”. As câmaras multiespectrais, embarcadas nos drones, permitem o desenho preciso do terreno. Segundo Postiglione, os equipamentos também poderiam ajudar na visualização do local. “As câmeras, voando a 200 metros, conseguem observar, com boa resolução, objetos à cinco centímetros do chão”, relata.

A ABDI informa que continuará recebendo mensagens de empresas que possam ajudar em Brumadinho. Todas as informações estão sendo compiladas e repassadas para as autoridades competentes. “Estamos apelando ao espírito solidário do nosso ecossistema de empreendedorismo e inovação para um verdadeiro mutirão cívico de ajuda à cidade de Brumadinho”, destaca Guto Ferreira.

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