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Mais de 1 milhão de clientes podem ter sido afetados em ciberataque à seguradora

A seguradora norte-americana CareFirst tornou-se a terceira maior do setor de saúde nos Estados Unidos a revelar que sofreu um ataque cibernético neste ano. A empresa teve seus sistemas violados e informações de clientes comprometidas.

Estima-se que o ataque tenha afetado mais de 1 milhão de clientes. Segundo a companhia, os cibercriminosos tiveram acesso a nomes, e-mail e datas de nascimento, mas não obtiveram informações financeiras ou médicas como número de segurança social e cartão de crédito. A companhia, que tem sede em Maryland e serve a área de Washington, afirmou que o ataque ocorreu em junho de 2014 e o descreveu como bastante “sofisticado”.

Chet Burrell, presidente-executivo da CareFirst, disse que a organização contatou o Federal Bureau of Investigation, que também está investigando os ataques contra as seguradoras Anthem e Premera Blue Cross. Segundo Burrell, a empresa é alvo constante de criminosos virtuais.

Funcionários federais não atribuíram as brechas na Anthem e Premera como hackings patrocinados pelo estado, mas o FBI sim, que acredita ainda ser a China o principal culpado, de acordo com várias pessoas que foram informadas sobre as investigações, mas falaram sob a condição de anonimato ao jornal New York Times. Há indícios de que todos os ataques estão relacionados.

Ao que tudo indica, seguradoras de saúde são vistas como os principais alvos de hackers porque mantêm uma riqueza de informações sobre funcionários e consumidores, incluindo registros médicos e dados bancários. Informações que posteriormente podem ser usadas para roubar a identidade de consumidores.

Por outro lado, há quem diga que esses ataques podem ser simplesmente crimes de oportunidade. Nesse caso, os criminosos virtuais pegam as informações e depois tomam a decisão sobre o que fazer com elas.

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