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Magazine Luiza mantém investimentos no comércio eletrônico

O perfil predominante de consumidores é do sexo masculino, casado, com idade entre 25 e 45 anos e das classes A e B – com aumento significativo de participação da C. “Eles procuram, principalmente, por produtos eletroeletrônicos, da linha branca, de hobby e lazer, e por aparelhos de CD para carro. Mas, o campeão de vendas é o DVD”, conta.

Baseadas, até então, em plataforma legada, hoje as operações do site de e-commerce do Magazine Luiza vêm passando por uma ampla mudança de plataforma. “Estamos adotando o ERP da Gemco, no entanto algumas aplicações estão sendo desenvolvidas pela nossa equipe, porque respondem por processos estratégicos”, revela Leite. Em fevereiro deste ano, por exemplo, entraram no ar a lista de casamento e a personagem Tia Luiza – que é uma guia de produtos que oferece informações sobre lançamentos e comparações práticas.

Além disso, a empresa aposta, cada vez mais, na qualidade de imagens para atrair os consumidores virtuais. Os produtos possuem um link rápido contendo uma galeria de cerca de 30 fotos. E a variedade de itens é bastante grande: são 3 mil, na Web, e cerca de 4,5 mil a 5 mil, nas lojas físicas. “Pretendemos ampliar o mix na Internet. Mas, há limitantes de linhas que não têm o perfil da rede, como a linha de cristais (de difícil transporte) e de móveis grandes (que exigem agendamento para a montagem)”,

No que diz respeito aos negócios físicos, o Magazine Luiza possui 157 lojas, sendo 37 delas “eletrônicas”, que passaram a se chamar “virtuais”, em 2001. Um nicho que, aliás, cresce sempre mais. Com a aquisição da Líder, rede forte em Campinas, com 78 anos de tradição, cinco novas unidades “virtuais” serão criadas, além das sete convencionais.

O conceito dessas unidades foi criado em 1992, quando os vendedores exibiam em catálogos e vídeos os produtos que eram entregues à casa do cliente em 24 horas. “Depois evoluímos o formato das apresentações para os recursos multimídia, rodando em PCs”, lembra o gerente. Segundo o executivo, uma loja desse estilo demanda somente 15% do investimento inicial de uma tradicional e hoje representa 11% do total das vendas. E marcou um estilo, a partir do qual, de acordo com Leite, a rede evoluiu suas vendas até os atuais moldes da Web.

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