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Lucro da TIM avança 10,6% no trimestre

A TIM Participações registrou avanço de 10,6% no lucro
líquido no terceiro trimestre do ano, alcançando R$ 348,3 milhões, frente aos R$
315 milhões obtidos no mesmo período de 2013. Os resultados para o período,
divulgados na terça-feira (4/11) pela companhia, foram motivados pelo aumento da
demanda por dados e a aposta em novas ofertas de produtos. A empresa também
destaca no relatório o foco na gestão voltada para o controle de custos.

A companhia apresentou recuo de 4,5% na receita líquida
total, a comparação ano a ano, alcançando no trimestre R$ 4,853 bilhões. Dentre
os fatores que motivaram a queda estão a redução da importância do negócio de
SMS e uma menor taxa de interconexão (VU-M).

Atualmente, cerca de 43% do total da base da TIM corresponde
a usuários de seus serviços de dados móveis, sendo 31,4 milhões de clientes
atendidos pelo 3G, que representa um avanço de 68% ano a ano.  No terceiro trimestre, a base de usuário de
dados teve aumento de 32% em comparação anual.  

Segundo reportou a empresa, a receita bruta gerada por dados
cresceu de 23% em comparação anual, somando R$ 1,68 bilhão. Dessa forma, a
receita gerada por dados hoje responde por 29% da receita bruta de serviços
móveis.

No terceiro trimestre, a companhia a companhia também
apresentou queda na receita líquida de serviços de 3,8% na comparação ano a ano,
que foi de R$ 4,045 bilhões. Os números também mostram um resultado do EBITDA equivalente
a R$ 1,33 bilhão no trimestre, de modo que a margem de EBITDA apresentada foi
de 27,4%, enquanto a margem de serviço, que não contabiliza a comercialização
de aparelhos, foi de 34,1%

Cenário
Os números sobre os lucros apresentados no trimestre foram
anunciados diante da grande repercussão no mercado de telecomunicações a
respeito da possível compra da TIM pelas grandes demais grandes operadoras de brasileiras.
Por um lado, a empresa nega a existência de qualquer acordo fechado sobre a
negociação. Da mesma forma, o Ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, classifica
a possível negociação como especulação do mercado.

No entanto, segundo os principais jornais do País, as
negociações encontram-se em estágio avançado e estariam atreladas à venda dos
ativos da PT em Portugal pela Oi. Conforme informou a Folha de S. Paulo, na
semana passada, o banco BTG Pactual, que já vinha trabalhando na avaliação de
uma possível oferta da Oi pela TIM, conduz a negociação que consiste
no fatiamento dos ativos da Telecom Italia no Brasil entre Claro, Oi e Vivo. 

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