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Linha de crédito financiará pequenos negócios em TI

A Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) lançaram a linha de crédito MPME Inovadora para apoiar micro, pequenos e médios negócios que inovam no setor de TI.
As entidades vão amparar empresas com características inovadoras com faturamento inferior a R$ 90 milhões no ano a uma taxa de juros de 4% ao ano, sem IOF, informam. A taxa, no entanto, é válida até 31/12/2014 e depois será alterada para 5% + 0,1% + a remuneração do agente, podendo chegar até 10%. O limite de financiamento é de até R$ 20 milhões, com prazo de até 120 meses com até 48 meses de carência.
Foram destinados R$ 300 milhões para São Paulo e R$ 300 milhões para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, localidades que o programa já foi apresentado.
Mas o que é inovador para o BNDES? De acordo com André Medrado, analista do Departamento de TI e Comunicação do BNDES, o banco estabeleceu alguns critérios para identificar empresas com esse perfil. São eles: usar cartão BNDES para serviços tecnológicos, participar de programas de inovação como Sistema Brasileiro de Tencologia (Sibratec), patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), tenha participado de um parque tecnológico, ter participado de uma incubadora e ter tido investimento de um fundo de inovação.
“Esses critérios, no entanto, são dinâmicos e não devem desmotivar os interessados”, alerta Medrado. Ele lembra ainda que não é necessário a empresa preencher todos os critérios. Basta um deles para ser elegível para participar da MPME Inovadora.
Irecê Kauss, chefe de TI do BNDES, diz que a MPME Inovadora vai alcançar mais empresas do que o Prosoft, criado pelo banco há 17 anos e que desde então beneficiou apenas 170 operações e desembolsou R$ 3 bilhões. “O Potencial da MPME Inovadora será maior. Nosso objetivo é espalhar conhecimento de financiamento para agentes financeiros e disseminar a inovação”, afirma.
Jorge Sukarie, presidente da Abes, concorda e diz que 86% das quase 1,6 mil empresas associadas à Abes são PMEs, com receita somada de quase 20 bilhões de dólares. “Vamos ampliar o leque de financiamentos”, completa. Na opinião de Edvar Junior, diretor-executivo da Softex Campinas, as linhas atuais de fomento às empresas de TI não têm a agilidade de que as empresas precisam. “A MPME Inovadora vai acelerar o processo”, acredita.
Em São Paulo, os interessados devem acessar o site da Desenvolve SP, preencher os formulários e aguardar os trâmites de aprovação. Já para a Região Sul, é preciso ir até o site do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Segundo Sukarie, em São Paulo, o BNDES consome até três meses para conceder o crédito, já o BRDE cerca de 60 dias.
Primeiros resultados
As entidades divulgavam desde agora a linha de crédito, mas lançaram o programa oficialmente para empresas de TI no último mês, chegando nesta semana à São Paulo. Até o momento, cinco operações foram aprovadas, somando quase R$ 20 milhões. Outras quatro, no valor de cerca de R$ 7,5 milhões, estão em avaliação pelo BNDES.
O programa já foi apresentado em quatro estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, com o apoio do BRDE, e São Paulo, com apoio do BNDES. Minas Gerais e Pernambuco estão na lista dos próximos locais a serem contemplados pela MPME Inovadora, de acordo com Sukarie.

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