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Líder, você sabe se comunicar?

Entre os mais importantes estudos e debates realizados na edição deste ano do Fórum Econômico Mundial, chamou a atenção uma pesquisa que teve como objetivo oferecer às organizações subsídios para ajudá-las a desenvolver e ampliar a liderança responsável.

Com base em abordagens feitas juntos a cinco mil indivíduos, incluindo membros das comunidades Young Global Leaders e Global Shapers, além de diretores executivos e outros líderes de negócios, funcionários, consumidores e outros grupos de partes interessadas, os responsáveis chegaram à conclusão de que existem cinco qualidades que as equipes de liderança precisarão desenvolver para consolidar uma atitude responsável na próxima década.

Esses elementos seriam basicamente:

  • Inclusão das partes interessadas: Atitude que se refere à capacidade de se colocar no lugar das partes interessadas e fazer a organização responder a elas;
  • Emoção e intuição: Habilidade de criar nas pessoas a vontade instintiva e autêntica de levar todo o eu a trabalhar e incentivar isso nos outros, liberando o poder da criatividade e da imaginação;
  • Missão e Propósito: Confiança para criar e inspirar uma visão compartilhada de longo prazo para a organização e seus stakeholders;
  • Tecnologia e inovação: Paixão por inovar e aprender usando novas tecnologias para liberar valor organizacional e social;
  • Intelecto e conhecimento: Apetite voraz de aprender continuamente e tomar decisões com base em fatos, dados e análises objetivas.

Uma das conclusões do documento elaborado com a participação da Accenture, afirma que as organizações que estão desenvolvendo ambientes baseados nestes elementos conseguem se reforçar com confiança, inovação e forte desempenho organizacional. Enquanto isso, aquelas que não o fazem estão correndo um grande risco de serem deixadas para trás.

Diante deste quadro muitos líderes se desesperam ao pensar no que deveria ser feito para buscar este tipo de desenvolvimento o mais rápido possível. E neste sentido, a resposta que parece mais óbvia é investir na melhoria da capacidade de comunicação dos executivos.

Afinal, como seria possível transformar em ações práticas do dia-a-dia os comportamentos exigidos nestes cinco elementos sem contar com um nível de comunicação inspiradora? Ninguém consegue se engajar em nenhum propósito após lutar contra o sono para assistir a um desfile de slides que não precisariam ter existido.

Para alcançar o sucesso com base nestes cinco elementos é necessária a qualidade da persuasão, mas ela é uma competência complexa. Não se trata apenas de apresentar os fatos em PPTs divertidos e moderninhos. Convencer é plantar uma semente na mente de um interlocutor que vai precisar de tempo para germinar. É preciso adequar a linguagem ao público, buscar objetividade, ter clareza de propósito, uma postura convincente, um tom de voz firme, estratégia de roteiro, controle emocional e muito mais. Sem o desenvolvimento consciente e contínuo dessas habilidades, a chance de sucesso é ínfima.

A atenção das pessoas é disputada a cada segundo; a capacidade de manter o interesse nos assuntos fica cada vez menor. Se as empresas querem mesmo desenvolver lideranças responsáveis e adaptadas a estes cinco elementos, elas precisam urgentemente considerar a necessidade de investimento na melhoria da qualidade da comunicação.

Desenvolver isso internamente, claro, leva tempo. Por isso, contar com um profissional especializado em comunicação interpessoal, é uma alternativa que muitas empresas vêm buscando. O coach de palco, que prepara pessoas para fazerem apresentações fantásticas, pode executar em dias uma capacitação que sozinho o colaborador levaria meses ou até anos para fazer.

Parece moda. Parece luxo. Mas pelo que diz o Fórum Econômico Mundial, também parece fundamental.

*Por André Arcas, coach de palco, consultor especializado em técnicas de apresentação da Arcas Treinamentos. Estudou direito pela USP, negociação em Harvard, Empreendedorismo e Inovação pelo programa Stanford Ignite e Storytelling pela IDEO, além de ser practitioner em PNL (Programação Neuro-Linguística) pela SBPNL. André já realizou vários treinamentos sobre como falar em público e treinou desde palestrantes do TEDxSãoPaulo até executivos de grandes empresas.

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