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Level 3 lança no Brasil serviço em nuvem com cobrança por hora

Para dar mais flexibilidade aos clientes que contratam serviços em nuvem, a Level 3 acaba de lançar no mercado a versão 2.0 do serviço Dynamic Enterprise Computing, como modelo de cobrança por hora. Até então, essa oferta vinha sendo comercializada com pagamento por uso diário. 

A nova modalidade de contratação será oferecida inicialmente pelos data centers do grupo na América Latina, localizados em cinco países: Argentina (Buenos Aires), Brasil (São Paulo), Colômbia (Bogotá), Chile (Santiago e Peru (Lima). A intenção da companhia é estender aos poucos o modelo na região e também exportar o formato para a matriz, sediada nos Estados Unidos.

Juntamente com a nova versão do serviço de infraestrutura de TI na nuvem (IaaS), a Level 3 colocou no ar um portal com mais funcionalidades que o anterior e com atendimento customizado. O atual permite aos clientes contratação de servidores, storage e outros tipos de máquinas nos horários em que demandam de mais hardware para suportar altos picos de processamento de suas operações.

Emiliano Spinella, gerente regional de produtos para data da Level 3 na América Latina, explica que o portal tem a proposta de fazer provisionamento e entregas rápidas. Tem o intuito também de mostrar mapas de onde o serviço está disponível e apresentar relatórios aos clientes de como está o consumo deles de CPU, RAM, storage e servidores por máquina, bem como de forma consolidada. 

“Para os clientes que usam muita infraestrutura e têm variações de consumo, a cobrança por hora é vantajosa”, afirma Spinella. Ele informa que a mudança de tarifação foi um pedido dos clientes, que contratavam IaaS para o período de 24 horas, mas que às vezes tinham demanda às 23 horas, usando apenas 60 minutos, mas que eram tarifados pelo dia inteiro. O executivo acredita que a nova forma de pagamento é mais justa.

Atualmente, a Level 3 conta com 40 clientes que usam o serviço Dynamic Enterprise Computing na América Latina. Spinella conta que o alvo são empresas com operações críticas, como é o caso das que atuam com e-commerce e que têm que garantir disponibilidade 24×7.

A Level 3 não revela participação dos serviços em nuvem na receita da companhia, que fechou 2012 com faturamento global de US$ 6,3 bilhões. A América Latina, segundo Spinella, é um motor de crescimento dos negócios da empresa, que opera com 17 data centers espalhados pela região, sendo 3 instalados no Brasil.  

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