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Leilões de freqüência de celular puxam crescimento

Ao contrário de 2007, que começou tímido e experimentou aquecimento gradual ao passar do tempo, 2008 promete desde os primeiros dias se tornar um ano de crescimento importante no mercado de telecomunicações.

Essa perspectiva está apoiada nos leilões realizados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os quais licitaram as faixas de freqüência que sobraram do Serviço Móvel Pessoal (SMP) e a terceira geração (3G), em dezembro último, acredita o vice-presidente da Ericsson, Carlos Duprat.

“Como as operadoras móveis vão implantar redes de banda larga ainda no primeiro semestre, as teles fixas tendem a correr atrás e multiplicar por dois ou três as taxas de velocidade de suas próprias redes”, disse Duprat referindo-se à opticalização.

“A exemplo das americanas Verizon e AT&T, as operadoras brasileiras também tendem a sofisticar o fornecimento de banda larga com fibra óptica”, afirma Duprat. O mercado de grandes e médias corporações já está praticamente atendido por fibra, de forma que a partir deste ano começarão a ser focados os segmentos residenciais de alto poder aquisitivo, e a seguir os demais”, previu o executivo. Todas as operadoras já estão testando a fibra, cada qual na área de abrangência de sua concessão.

Enquanto isso, entre as celulares o momento é de contratar fornecedores de terceira geração (3G). Há processos em andamento para aquisição de redes de praticamente todas as operadoras. A TIM contratou a Ericsson para implantar a rede em São Paulo. A Claro e a Telemig, que já têm 3G funcionando na faixa de 850 Mhz, têm contrato em andamento com Ericsson e Huawei. Enquanto isso, Vivo, Oi e Brasil Telecom ainda não divulgaram a definição de seus fornecedores, mas é sabido que os processos estão em andamento.

Além das redes de terceira geração, há algumas de segunda geração sendo compradas, como a da Claro na Amazônia, a da Vivo no Nordeste e a da Oi em São Paulo. Tudo isso aquece o mercado de telefonia móvel, lembra o presidente do site especializado em telecomunicações Teleco, Eduardo Tude. “A banda larga móvel promete ser o sucesso do ano”, admite o executivo.

Segundo as previsões do Teleco, a relação entre o número de habitantes e o de telefones celulares (teledensidade) deve ser ampliada dos atuais 60% para 75% até o final do ano. “Passaremos de 70% com certeza”, afirmou o presidente do site.

Tude não quis arriscar que 2008 será o último ano de crescimento vigoroso da telefonia celular. “Afinal, a Rússia partiu dos 70% e foi a 120% feito foguete”, comparou. Mas a tendência normal é de o mercado experimentar uma queda no crescimento no ano que vem, depois de ter registrado aceleração por todos esses anos.

Oi puxa em São Paulo

Em São Paulo, onde a taxa de teledensidade é menor do que a de Brasília e outros centros econômicos menos importantes, pode assistir a um crescimento da penetração do celular com a chegada da Oi. O próprio presidente da quarta operadora a chegar à cidade, Luis Eduardo Falco, prometeu agressividade e chamou de “mole”a competição paulistana.

Portabilidade alavanca

Outro fator que promete alavancar o mercado de telefonia é a chegada da portabilidade. “As teles vão poder atrair os usuários umas das outras com mais ferramentas, pois muitos consumidores não trocaram de operadora até hoje por não quererem perder o número”, afirmou Tude.

Além da expansão da segunda e terceira gerações, da portabilidade e da banda larga fixa, o mercado pode assistir à entrada da operadora de radiocomunicação Nextel no mercado de banda larga 3G e à chegada da tecnologia Wimax.

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