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La Casa de Papel: roubos a bancos ficaram bem mais sofisticados

La Casa de Papel é uma das séries de língua não inglesa de maior sucesso na Netflix atualmente. Nesta sexta-feira, 19, o serviço de streaming liberou a terceira temporada, inclusive, com referências ao Brasil.

No Twitter, às 12h45 de hoje, a #LaCasaDePapel3 constava em segundo lugar de ‘Assuntos do Momento‘ com mais de 200 mil tweets. A terceira parte, agora, tem como alvo o Banco da Espanha. No tempo da série, três anos antes, € 984 milhões haviam sido roubados da Casa da Moeda.

A série, em si, entrou no catálogo da Netflix em dezembro de 2017. Em abril de 2018, chegou a segunda temporada; hoje, julho de 2019, a terceira. La Casa de Papel tem um tom politizado e, socialmente, ilustra os personagens como parte de um grande Robin Hood.

Duas coisas que não podemos negar, por outro lado, são: 1) a quantia roubada em dinheiro na série é bem elevada; 2) os assaltos são sofisticados e planejados por longas datas.

No mundo real, por outro lado, assaltos a instituições financeiras se tornaram mais sofisticados. Os criminosos visam atacar as moedas digitais, casas de câmbio e bancos responsáveis pelo monitoramento e conversão.

As criptomoedas, no caso, passam por um processo tão sofisticado quanto. Mas sem as máscaras de Dalí e diálogos legais de La Casa de Papel. A seguir, listamos dois hacks recentes a criptomoedas que também roubaram muita grana. E, também, menos cinematográficos.

1 – Binance: US$ 40 milhões

Em maio deste ano, 7 mil bitcoins foram furtadas da Binance, uma das maiores bolsas de criptomoedas do mundo. Isto é o equivalente a cerca de US$ 40 milhões. Além, foram roubados códigos de autenticação de dois fatores e APIs de tokens.

No blog da Binance, o CEO Zhao Changpeng afirma que “os hackers tiveram paciência de esperar e executar bem os múltiplos ataques às contas“. Apesar disso, US$ 40 milhões são apenas 2% dos estoques globais da empresa.

2 – Remixpoint: US$ 32 milhões

A Remixpoint, que administra a bolsa Bitpoint no Japão, suspendeu seus serviços após descobrir que US$ 32 milhões “sumiram”.

O roubo/hack aconteceu depois de um erro no sistema de transferência de fundos de saída. Assim como no caso anterior, as criptomoedas faziam parte de uma ‘hot wallet‘, mas carteiras frias (offline) não foram afetadas.

A casa de câmbio, em si, lida com moedas virtuais como Bitcoin, Ethereum e Ripple.

Invadindo o mundo real

De acordo com um relatório da CipherTrace, mais de US$ 356 milhões foram roubados de casas de câmbio nos três primeiros meses do ano. O valor está relacionado a criptomoedas.

O mesmo relatório também aponta que a diversidade desses hacks tem aumentado. Um exemplo é o pedido de resgate de 9 milhões de euros em Monero para a esposa de um bilionário na Noruega.

Em casos de interceptações, o Conselho de Segurança da ONU informou que hackers coreanos conseguiram violar pelo menos cinco transações de criptomoedas na Ásia. O relatório aponta o período de janeiro de 2017 e setembro de 2018, causando perdas de US$ 571 milhões.

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