Kite quer ser melhor o amigo dos desenvolvedores. Entenda
Ambientes integrados de desenvolvimento (IDEs, na sigla em inglês) e editores de texto estão repletos de características úteis, mas, na maioria das vezes, não estão conectados à internet. Em razão desse quadro, desenvolvedores, muitas vezes, têm de recorrer a fontes on-line para resolver problemas ou olhar manuais. O Kite quer mudar isso conectando editores de texto para a internet puxando dados do GitHub, manuais de língua e outras fontes.
O CEO e cofundador do Kite é Adam Smith, que fundou o serviço de e-mail em 2007 Xobni e a vendeu para o Yahoo em 2013, que encerrou o serviço em 2014. A companhia levantou US$ 4 milhões de um grupo de investidores-anjo que inclui empreendedores como os cofundadores do Dropbox, do PayPal e do Twitch.tv.
Ao Tech Crunch, Smith afirmou que a ideia é garantir aos desenvolvedores uma programação amigável e inteligente para fornecer o que é, essencialmente, um corretor ortográfico para programadores. O Kite mostra trechos de código relevantes, por exemplo, com base em informações sobre bibliotecas e APIs de serviços indexados a partir da web.
Além disso, a equipe da empresa está usando aprendizado de máquina para analisar o código do GitHub e alimentar sua verificação ortográfica – com o objetivo de oferecer serviços mais sofisticados com base nesses dados no futuro – e utiliza dados para mostrar e exemplos relevantes de como outros usam um certo comando.
Enquanto você programa, o Kite abre uma janela e monitora o que você está digitando. Sem dúvida, há serviços semelhantes, mas o que é interessante aqui é que a equipe usa dados do GitHub para opções de classificação com base na popularidade e não apenas ordem alfabética.
Atualmente, no entanto, a única linguagem suportada pelo Kite é Python e a única plataforma que ele roda em é OS X. Suporte para Windows e Linux, bem como outros idiomas, está em construção com lançamento previsto para os próximos meses.