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Depois de enfrentar preconceito e quase desistir, Jaqueline Reis tem história de sucesso na TI

O will Bank, banco digital com mais de 5 milhões de clientes no País, é um exemplo de empresa que compreende a importância da diversidade. Com 1.216 funcionários, 75% deles pertencem a grupos sub representados. Isso se traduz em 41% de pessoas negras, 50% de mulheres e 39% do público LGBTQIAPA+.

Para o banco, a diversidade não é apenas uma métrica, mas uma estratégia que garante soluções mais direcionadas ao público, garante. Assim, foi criada uma área exclusiva para Diversidade e Inclusão, focada em três pilares: Inclusão e Letramento, Desenvolvimento e Representatividade. Os oito grupos de afinidade do banco, incluindo o Afrowill e o Mulheres em Tech, incentivam e dão voz a esses profissionais, tornando a empresa ainda mais inclusiva.

Os encontros desses grupos, que ocorrem quinzenalmente, são momentos de troca e mentoria, ajudando todos a crescerem juntos. No Afrowill, por exemplo, o foco é educar e conscientizar sobre questões raciais.

Integrante dos grupos Afrowill, Mulheres em Tech, e A Mãe tá On, Jaqueline Reis, gerente sênior de Engenharia de Software voltada à Segurança Cibernética do will Bank, entende desde pequena a importância de fomentar o desenvolvimento de mulheres e negros na tecnologia.

Com sete irmãos, três deles na tecnologia, sua paixão por essa área nasceu ao ouvir as conversas e dicas entre seus irmãos mais velhos. Ainda na graduação, enfrentou desafios de preconceito e quase desistiu por causa das disciplinas de exatas. “Como mulher parda, foi difícil”, relembra. Esta adversidade se estendeu, muitas vezes, ao seu ambiente de trabalho, onde frequentemente precisava provar seu valor. “No meu primeiro emprego, um dos passos do processo seletivo era uma prova prática de redes. Quando eu passei para a vaga, outro candidato questionou a prova”, lembra.

Ambiente seguro

No will Bank, Jaqueline revela que encontrou um “espaço seguro”. Ao trabalhar sob a liderança de mulheres, sentiu-se valorizada e apoiada. Além do fato de o banco contar com grupos que incentivam discussões de grupos perfis e ainda ter processos seletivos que buscam talentos sub representados no mercado de trabalho. Ela destaca a sororidade entre as mulheres da empresa, e a importância de sempre demonstrar competência. “Mostrar conhecimento sempre é a melhor saída.”

Além de seu papel na empresa, Jaqueline também é mãe e recentemente retornou da licença maternidade. Junto com o retorno vieram as inseguranças, mas o apoio de sua equipe e a cultura inclusiva do banco lhe proporcionaram conforto. Seu desejo é de que sua filha também siga na área de tecnologia.

No setor de segurança, onde Jaqueline atua, existem 26 pessoas, sendo 9 mulheres. Embora ainda sejam minoria, a presença de mulheres, especialmente negras, é vital para uma perspectiva diversificada, acredita ela.

Jaqueline também ressalta a importância da educação contínua no campo da tecnologia. Ela participa de diversos fóruns e eventos de segurança, aproveitando as oportunidades de aprendizado que o will Bank oferece.

A mensagem de Jaqueline para outras mulheres negras que desejam entrar no campo da tecnologia é clara: “Não pare nunca. Não desista. Precisamos ter mais inspirações. Precisamos ser exemplo”, finaliza.

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