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IT Forum: ERPs de última geração são solução para implementar DevOps

ERPs tradicionais são como relógios antigos, com diversas engrenagens para que funcione. E, caso uma delas seja rompida, todo o sistema para de funcionar. Com essa analogia, Eduardo Ebel, Sócio PwC Brasil e responsável pela prática SAP na PwC Brasil, explica o porquê diversas empresas preferem fazer o ERP “marcar a hora certa”, minimizando o risco de romper uma máquina que está funcionando. “Porém, os negócios estão mudando e marcar a hora certa não é o suficiente mais”, diz ele.

Em sua palestra “Entenda com a PwC como operacionalizar a esteira DevOps para ERPs de última geração baseados em arquitetura na nuvem que permitem maior integração entre os times de desenvolvimento e operação”, no IT Forum – O Grande Encontro, o executivo explicou sobre o conceito de DevOps e como os ERPs de última geração são a melhor opção para as empresas que desejam aplicar o conceito.

Para resumir o que é DevOps, Ebel usou uma definição de Ken Mugrage, da Thoughworks, que diz “uma cultura na qual as pessoas, independentemente de seus cargos, conhecimentos e funções, trabalhem em conjunto para imaginar, desenvolver, implantar e operar um sistema”. Ou seja, está muito além de integrar as áreas de Desenvolvimento e Operações.

“Em DevOps, o ciclo de vida de aplicação é visto de uma forma contínua. Há uma equipe que trabalha com colaboração, processos automatizados e simples, há mensuração e compartilhamento. E, com o potencial de transformação digital, intensificou-se a distância entre os ERPs tradicionais e os conceitos ágeis adotados em outras plataformas”, diz Ebel.

Segundo ele, também há dificuldades no ponto de vista técnico. Os fornecedores de ERP desenvolveram ferramentas apartadas e proprietárias para endereçar diversos aspectos da aplicação. Isso significa que as organizações que tinham uma solução específica em grande parte dos ERPs.

Porém, se os ERPs tradicionais são monolíticos, difíceis de ser usados e com integrações complexas, os ERPs de última geração são dinâmicos e modulares, baseados em nuvem, com alterações permitidas por meio de plataformas low-code ou sem código.

“Todos os desafios que tínhamos na adoção do DEvOps com o ERP tradicional, mudam com o ERP de última geração. Se é modular, posso fazer mudanças sem impactar o resto do sistema, por exemplo”, revela Ebel.

O executivo comenta que, a partir desse modelo, é possível ter um pipeline para a mudança do ERP – começando pela criação dos requerimentos de negócio, transformando em um código fazendo teste de forma colaborativa com o negócio, planejando o transporte, rodando os testes de qualidade e planejando o suporte para produção.

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