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IT ForOn Breakouts debate papel da nuvem durante pandemia

O nono encontro virtual do IT For Breakouts reuniu CIOs e líderes da indústria para conversar sobre com a pandemia do Covid-19 impactou as operações de nuvem e infraestrutura digital dos negócios. Participaram da conversa Cristiano Hyppolito (Dafiti), Andre Kriger (Vivo), Andre Souza (Fiat Chrysler), Daniel Knopfholz (Boticário), Marcos Paraiso (IBM Brasil), Tomaz Oliveira (Embratel), Alexandre José (Dell Technologies), André Frederico (TIVIT) e Marcio Tierno (RSI), sendo que o bate-papo foi mediado por Vitor Cavalcanti (IT Mídia). Abaixo, você confere trechos dos temas debatidos durante o evento:

Migração para o home office

“O nosso grande desafio foi viabilizar trabalhos que às vezes não são possíveis ou a gente imaginava como não era possível fazer a distância”

Daniel Knopfholz, CIO do Boticário Durante o período de adoção do trabalho remoto, os departamentos discutiram quais ações de fato precisavam de supervisão humana e as tarefas que poderiam ser realizadas de forma remota ou automatizadas durante o período. Mesmo a restrição não impediu a companhia de dar continuidade a projetos de grande porte. Knopfholz destaca que, mesmo à distância, a equipe consegui concluir um projeto de troca de banco de dados para o SAP/HANA, que envolveu 44 terabytes de dados.

“A gente viu os clientes com vários tipos diferentes de desafios: financeiros, operacionais, técnicos etc”

Marcos Paraiso, Líder de Cloud Platform da IBM Brasil O início da pandemia fez com que a IBM suportasse o trabalho de clientes de diversos segmentos e tamanhos, que precisaram se adaptar à toque de caixa para o trabalho remoto. Um caso destacado por Paraiso foi o apoio que a companhia forneceu ao site CoronaBR, que tem a proposta de realizar uma triagem inicial dos sintomas do novo coronavírus. Com o auxílio da IBM, a startup ganhou escalabilidade e estabilidade para suportar os acessos diários, que ultrapassam a casa dos milhões.

“Trabalhamos com clientes pedindo apoio para desenhar um plano de continuidade de negócio, políticas sobre trabalhar fora e pedir apoio com relação à cultura”

André Frederico, Head of Cloud da TIVIT De acordo com o executivo, a principal questão trazida pelos clientes parceiros nem estava diretamente relacionada com a implementação de uma nova tecnologia, mas sim em como seria possível fazer com que esse processo fosse adotado de forma linear a com menos dificuldades pelos colaboradores. O período de isolamento social também tem sido benéfico para a TIVIT, que está transportando para o meio on-line algumas práticas que antes só existiam no digital: “Estamos realizando demos na gestão de operações internas, não apenas com clientes, como fazíamos antes.”

“A gente conseguiu mostrar que a produtividade está preservada, dá para manter uma comunicação e, algumas vezes, até melhorar a comunicação”

Marcio Tierno, CEO da RSI Como boa parte dos colaboradores da RSI trabalha dentro da operação dos clientes, um dos desafios foi mostrar que a produtividade desse público seria conservada mesmo durante o isolamento. “E o percentual não só se manteve, como aumentou em todos os clientes”, explica Tierno. Para a gestão de tarefas, o CIO explica que a companihia conta com uma parceria com a Kanban University, que auxilia na otimização do que precisa ser feito em cada projeto.

O ROI da nuvem

“É importante analisar e não ir nessa onda de nuvem. Cuidado com esse movimento”

Cristiano Hyppolito – CTO da Dafiti Com toda a operação colocada na nuvem, essa plataforma é essencial para a operações da varejista de e-commerce, que está prestes a lançar um centro de distribuição automatizado, com mais de 300 robôs. Mesmo assim, o executivo saliente que as empresas precisam tomar cuidado ao transferir suas operações, pois da mesma forma que a capacidade de atendimento se torna exponencial, o custo também pode ficar imprevisível, dependendo das aplicações rodadas no ambiente. Por, vale analiar com cuidado os prós e contras.

“A questão de custo depende de como você analisa esse fator”

Andre Souza, CIO LATAM da Fiat Chrysler Atuando dentro de um sistema híbrido e multicloud, a Fiat Chrysler avalia de forma individualizada em quais unidades ou negócios a implementação faz sentido e será proveitosa. Souza também explica que a companhia toma essa decisão analizando o todo, não apenas o fator do custo: “quando eu coloco o meu sistema na nuvem, não preciso me preocupar com garantia de servidor, renovação de equipamento, instabilidade etc. A gente tem optado de maneira sustentável para a nuvem, de forma a focar no que faz a diferença no nosso negócio”.

Estratégias para o futuro

“A cloud não é um local, é um modelo computacional que tem que resolver um problema”

Alexandre José, Chief Architect da Dell Technologies O executivo aponta que, apesar de o momento atual ter exigido das plataformas de nuvem um suporte maior em praticamente todas as empresas, essa tendência só deve aumentar com a onda do 5G e da computação de borda (edge computing). “O próximo desafio será como dispersar essa tecnologia geograficamente. Por isso é importante criar uma plataforma que possa se acomodar à inovação”.

“O desafio maior de todos não é nem o aumento do volume, mas sim o aumento do dólar”

Andre Kriger, CIO da Vivo Pontuando um problema recente, Kriger explica que um dos fatores que mais vem preocupando os CIOS é a variação significativa da moeda, já que boa parte dos serviços é paga em dólar. Uma metida tomada atualmente para tentar sanar esse problema e lidar com a contenção de gastos originadas da crise é a revisão dos contratos atuais e otimização dos processos adotados internamente.

“Muitos questionam se a nuvem segura. Eu acho a nuvem super segura, mas tem diversos outros aspectos da cadeia de segurança que muitas empresas não se atentaram pra isso”

Tomaz Oliveira, Diretor Executivo de Alianças Estratégicas da Embratel Oliveira explica que existe toda uma cadeia de processos que merece uma revisão muito grande quando se fala em transferir para a nuvem a tecnologia legada, como a implementação de ferramentas que auxiliem na análise de eventos, uso de inteligência artificial para detectar movimentos incomuns e mesmo a atualização de processos realizados com mais velocidade para permitir a ida dos colaboradores para o trabalho remoto. “Culturalmente, todos nós voltaremos com um nível  e consciência digital e cultura bem diferentes”, acredita.

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