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Irmão de Pablo Escobar lança smartphone dobrável e quer derrubar Apple

Não, não. Você não leu errado. Roberto Escobar, irmão de Pablo Escobar, o “senhor da droga colombiano”, lançou o seu próprio smartphone dobrável.

Chamado de Escobar Fold 1, ele possui tela flexível semelhante a smartphones como o Huawei Mate X ou Samsung Galaxy Fold.

O dispositivo vem com chip octa-core da Qualcomm, câmeras duplas de 20 MP e 17 MP, roda Android 9.0 e traz uma tela AMOLED Full HD de 7,8 polegadas, quando dobrada.

O Escobar Fold 1 aceita dois cartões SIM (de operadora) e traz versões de 128 GB por US$ 349, e 512 GB por US$ 499. A empresa de Roberto, que pretende fabricar 100 mil unidades, venderá o aparelho exclusivamente no seu site. Inclusive, um vídeo promocional bastante sexista foi produzido para divulgá-lo:

 

“Meu telefone não quebra”

O Galaxy Fold, da Samsung, já está disponível em mercados específicos. Mas, até que fosse comercializado, o smartphone dobrável da sul-coreana passou por alguns perrengues. Entre uma quebradinha aqui e um ajuste ali, a chegada do dispositivo foi marcada por estes acontecimentos.

Mas, segundo Escobar, este não é o caso do seu smartphone. Em entrevista ao Digital Trends, ele diz que o aparelho “não pode quebrar”, especificamente porque “eu não precisava fazer uma tela de vidro como a Samsung”.

“Nossa tela é feita de um tipo especial de plástico e ainda temos a melhor resolução. Nosso plástico especial é muito difícil de quebrar”, disse. Quando aberto, a tela do Galaxy Fold tem resolução superior.

Escobar vai além e diz que sua empresa traz “segurança especial” ao smartphone. Ele informa, sem dar detalhes, que é “muito difícil” invadir o dispositivo “por comunicações próximas como por Bluetooth”; mas, também, que governos podem ter mais dificuldade para acessar o aparelho.

“Não direi que é 100% seguro, mas o que direi é que todos os outros telefones como Apple e Samsung são 100% abertos a todos os governos do mundo. Nós não somos”, afirmou.

Ele ainda ressalta que os aparelhos trazem “uma fina camada de metal que bloqueia o RFID (Radio-Frequency IDentification) e outras comunicações”.

A Apple que se cuide

A Apple sequer tem um smartphone dobrável no mercado, mas Escobar que acabar com ela. A treta não é, necessariamente, com dispositivos dobráveis, mas sim com o modelo operacional da gigante do iPhone.

Ele disse, na entrevista, que cortou redes de varejistas e outros custos para ofertar o Escobar Fold 1 por um preço atraente. Ele compara com Samsung e outros fabricantes, que vendem smartphones “que nas lojas custam milhares de dólares”. De fato, o Galaxy Fold custa US$ 1.980.

Mas o foco, aqui, é a Apple. “Eu disse a muitas pessoas que venceria a Apple e vencerei”, disse ele. Em 2020, Escobar pretende entrar com uma ação coletiva contra a empresa chefiada por Tim Cook.

“Eles são golpistas, e agora estamos preparando o processo de ação coletiva”, afirmou. Segundo Escobar, a Apple está “enganando as pessoas e vendendo telefones sem valor aos consumidores, a preços excessivos”.

Segundo ele, os seus advogados “estão prontos há muito tempo”, mas destaca o seguinte: “antes de processá-los e devolver o dinheiro às pessoas, eu queria mostrar a eles que meu produto é muito melhor”.

O plano é seguinte: em 6 de janeiro de 2020, Escobar entrará com uma ação coletiva de US$ 30 bilhões contra a Apple nos tribunais da Califórnia. Ele visa que a Apple devolva parte de seus lucros ao povo. “Eu vou me certificar disso. Gastei quase US$ 1 milhão apenas em advogados para iniciar esse processo”.

Com informações de: Digital Trends.

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