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IPv6: alternativas para leitura em IPv4

Isso lembra o bug do milênio? A realidade de que a internet está saindo dos endereços IPv4 recentemente atingiu o The Wall Street Journal e o The New York Times. E já podemos pensar o quem vem em seguida: executivos de empresas imaginando como o IPv6 irá impactar seus negócios.

Quando o CEO perguntar sobre seus planos, você terá uma boa resposta?

Melhor que tenha, porque as companhias que fornecem acesso à internet aos seus clientes já estão se mudando. Provedores de serviço de banda larga – cabo, DSL e móveis – dependem de um fluxo constante de novos endereços de IP, conforme crescem, e eles estão implementando ativamente o IPv6. Por causa dessas iniciativas, um grande número de usuários rodando por IPv6 estarão online durante os próximos anos.

Enquanto provedores de conteúdo de ponta, incluindo o Facebook, Google e Yahoo, estão adicionando IPv6 em seus sites para assegurar que seus serviços estarão disponíveis, tanto para usuários de IPv6 quanto para de IPv4, provedores de banda larga entendem que, no futuro, muito do conteúdo da internet continuará com IPv4. O dilema então é que eles têm somente endereços IPv6 para seus novos clientes, mas devem garantir a esses clientes acesso aos conteúdos antigos. Os métodos que eles usam para resolver esses problemas podem afetar seus negócios de algumas maneiras surpreendentes.

Uma solução é que os provedores implantem tradutores de endereço centralizado de rede (NATs, ou seja, NAT444 ou DS-Lite)  isso permite ISPs “dual-stack”, (termo usado para descrever uma rede de node executando tantos IPv4 quanto IPv6 ao mesmo tempo) os novos usuários com um endereço IPv6 público e um endereço IPv4 privado. A outra opção é usar um tradutor de protocolo (NAT64) que permita que um dispositivo executado somente com IPv6 converse com um dispositivo que execute somente IPv4.

Nenhum dos métodos é o ideal – ambos são conhecidos por quebrar alguns aplicativos, como o VoIP, Universal Plug-and-Play, e muitos dos aplicativos de jogos online. Eles também podem prejudicar o desempenho e criar um único ponto de falha. Além disso, os que identificam usuários por endereço de IP não irão funcionar se os usuários estiverem atrás de um NAT centralizado. Como esses sistemas utilizam uma porção de endereços IPv4 em vez de um para cada cliente, um único endereço público de IPv4 pode representar milhares de usuário.

O motivo de problemas para uma empresa é quando o seu conteúdo ou aplicativos de rede não funcionam corretamente, porque um provedor de banda larga está direcionando seus usuários ao uso dessas tecnologias de transição. Os clientes não entendem a natureza da rede que estão usando; ele só percebe que o site que quer acessar não está funcionando corretamente. Claro, pode ser culpa do serviço do provedor, mas pode apostar que ele irá culpar aquele que está executando o web site – sim, esse é você.

Danos potenciais à experiência do usuário é a razão principal para o início de um plano de implantação do IPv6.

Saiba mais:

Especial: todas as notícias sobre IPv6

Especial IPv6: restam 64 milhões de endereços na AL

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