Investimento da Casa Branca em tecnologia quântica pode significar fim da criptografia

Um esforço bipartidário nos últimos meses levou à Casa Branca nos Estados Unidos a criar um subcomitê do Escritório de Políticas Científicas e Tecnológicas (OSTP) voltado para a tecnologia quântica. E a partir de agora o governo norte-americano direcionará mais de US$ 1,2 bilhão para a iniciativa. De acordo com informações de portais internacionais, o valor será investido em dez anos.

A iniciativa é interessante, mas revela um perigo. Especialistas acreditam que a tecnologia de computação quântica em breve será capaz de quebrar a criptografia clássica. No momento em que isso se torna possível, o chamado “Q-day”, todo sistema criptografado do planeta estará vulnerável.

Mas, calma. A computação quântica poderá ter anos promissores pela frente. De forma bastante simples, os computadores quânticos manipulam e processam informações de maneira muito diferente da dos computadores clássicos.

Enquanto um computador clássico trabalha com bits como marcadores de informações, um computador quântico trabalha com bits quânticos (qubits). Enquanto os bits carregam informações em um estado 0 ou 1, os qubits podem ser 0s e 1s ao mesmo tempo, graças à superposição quântica.

Na prática, isso significa que os computadores quânticos serão capazes de realizar computações muito mais complicadas do que os computadores clássicos, e de acordo com o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) as implicações disso serão tremendas, tanto positivas como negativas, como a possibilidade de quebrar a criptografia do mundo.

Entre os positivos destaca-se a possibilidade de entender o enorme volume de dados que a humanidade cria para resolver problemas interessantes na física e na ciência. Será que a computação quântica irá para o lado bom ou mau da força?

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