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Interpol planeja unidade global para combater cibercrime mundial em 2014

Um dos principais desafios enfrentados pela força legal ao redor do mundo em investigação de cibercrimes é a habilidade de compartilhar, de forma eficiente, a inteligência sobre o tema ao longo de diferentes nações.  O diretor de cibersegurança da Interpol, Michael Moran, anunciou que a abertura planejada do Interpol Global Complex, em Singapura, em 2014, é crucial para o desenvolvimento da cooperação global ao longo de fortalecimento legal.

Miran explicou que a organização trabalha para firmar-se como uma presença online para a polícia mundial trabalhar junta em casos de cibercrime, o que, normalmente, ultrapassa o limite de múltiplas regiões e jurisdições geográficas.  “O relatório Confickr Working Group chama para a formalização desses trabalhos. Estamos tentando entregar isso em Singapura”, disse Moran na última semana em uma apresentação durante o Kaspersky Lab Security Analyst Summit 2012, evento realizado pela empresa de segurança em Cancun (México).

Isso formalizaria e melhor coordenaria as investigações  entre órgãos como FBI, serviço secreto norte-americano, academia e fabricantes.

Atualmente, as forças políticas não são específicas para esses casos, além de não terem fontes e expertise exclusivas para agir em casos de segurança cibernética. “Não há dinheiro para pagar os joovens geeks, que têm esse conhecimento”, adicionou.

O Complexo Global da Interpol ajudaria a melhorar o fluxo de informação e conhecimento para todos os níveis de investigação contra a guerra online. Os planos iniciais foram anunciados dois anos atrás, mas os detalhes começaram a surgir agora.

O fundador e CEO da Kaspersky Lab, Eugene Kaspersky, disse que uma ideia do tipo começou há dez anos. “Pessoas apenas riam para mim à época. Agora, os governos procuram isso”, disse. “Há uma necessidade urgente para a Interpol da Internet e uma declaração geral da web”, finalizou.

 

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