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Internet muda perfil da saúde no Brasil, diz estudo do Google

A Web 2.0 pode mudar o perfil e o consumidor da saúde, à medida que ela aumenta o “poder” e a participação deles no segmento. “Assim como na época dos gladiadores, em que o imperador perguntava para os espectadores se o gladiador merecia viver ou morrer, a internet proporciona a mesma percepção atualmente. Por meio da web, um paciente busca melhores drogas, equipamentos, hospitais, especialistas e registra a sua opinião sobre tudo para todos”, afirma a diretora de negócios da vertical de saúde do Google, Adriana Grineberg.

O Google encomendou uma pesquisa sobre o uso da internet no Brasil por médicos e por pacientes à Media-Screen. Resultado: constatou que 80% dos médicos entrevistados usam a internet para manterem-se atualizados com pesquisas e melhores práticas na área. Em geral, os doutores ficam 4,1 horas por dia online. “Além disso, foi possível identificar que na maioria dos médicos, o período da manhã é o mais acessado, obtendo um pico na parte da tarde e caindo durante a noite. A internet proporciona um grande impacto no desenvolvimento profissional dos médicos”, acredita o diretor de inteligência com o mercado, Gustavo Gasparini.

 

Relação Médico-paciente

Mais de 60% dos médicos apontam que pacientes que usam a internet tendem a ser mais informados sobre questões de saúde e médicas e também fazem demandas mais específicas influenciados pelas informações que coletaram na internet.

Mais do que isso, 67% dos médicos dizem que pacientes que usam a internet para aprender sobre questões médicas podem ser mais fáceis de serem tratados e entendem melhor o tratamento. “Porém os doutores têm uma preocupação legítima de que os pacientes estejam vulneráveis a conteúdos errados na internet”, alerta Gasparini.

É por isso, por exemplo, que recentemente, o Google lançou uma plataforma chamada Knol, na qual são disponibilizados artigos clínicos e médicos, assinados por especialistas. “Esta plataforma ainda não está customizada para o Brasil, mas é uma forma de melhorar o conteúdo disponível na internet”, aponta Adriana.

Além desta plataforma, existe também o Google Health – prontuário pessoal médico digital e conteúdo acadêmico online. “Ainda está em fase de estudo nos Estados Unidos, mas é um plataforma que pode não se adaptar ao mercado e realidade Brasileira. Como o Google trabalha com ferramentas que são massivas e gratuitas, existe a possibilidade de ser bem aceita. Mas não vejo o Google Health no Brasil pelos próximos seis meses, por exemplo”, pontua a diretora.

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