Em uma década, a Internet das Coisas tem evoluído de conceito acadêmico para realidade empresarial, ainda que essa transição ainda esteja em andamento. Cunhado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts Auto-ID Lab, o termo originalmente se referia ao conceito de identificação por radiofrequência (RFID) e marcação de objetos do mundo físico.
O site da Cambridge Auto-ID Lab, um dos sete centros pesquisadores globais que estão estudando a identificação automática de objetos da cadeia de suprimentos, oferece uma explicação particularmente convincente de como as empresas podem se beneficiar da Internet of Things (IoT): “Ponha uma tag – um microchip com uma antena – em uma lata de Coca-Cola ou em um eixo de carro, e de repente um computador poderá identificá-lo. Coloque tags em cada lata de Coca-Cola e em cada eixo de carro e, de repente, esse universo irá se transformar Não haverá mais contagens de inventário. Não haverá mais carregamentos perdidos ou extraviados. Nem será preciso adivinhar quanto material está na cadeia de suprimentos ? ou a quantidade do produto que está nas prateleiras das lojas”.
À medida que mais dispositivos se tornam capacitados para conexão com a Internet – tudo com sensores de campo de caixas de TV set-top para termostatos ? estará mais próximo o momento para as empresas implementarem o princípio da Internet das Coisas e ganhar mais insights sobre suas operações, diz Phil Gerskovich, vice-presidente sênior de novas estratégias de crescimento para a Zebra Technologies, uma empresa global de bilhões de dólares mais conhecida por suas impressoras industriais. “A Internet das Coisas se trata de como realmente tornar um dispositivos “network-aware” e o que você faz com eles”, afirmou Gerskovich à InformationWeek EUA em entrevista por telefone.
Por exemplo, um bom motivo para colocar dispositivos na Internet é fazer com que os dados gerados sejam acessíveis a múltiplas aplicações. “Pode ser a temperatura em sua casa com um termostato Nest, a temperatura na parte traseira de um caminhão que transportava morangos do campo, ou uma de nossas impressoras, tudo poderia ser acessível a várias aplicações empresariais”, explicou Gerskovich.
Vários fatores emergentes estão fazendo os dispositivos conectados à Internet mais atraentes para as empresas, acrescentou, incluindo maior disponibilidade e menores custos de hardware habilitado para a rede; rápido crescimento do acesso à Internet com e sem fio; melhores ferramentas para gerenciamento remoto de dispositivos, e uma gama mais ampla de aplicações locais, remotas e baseadas na nuvem que se comunicam com hardware capacitados para conexão com Internet.
Esses desenvolvimentos terão grandes implicações de dados para as empresas, como os dispositivos comumente utilizados, tais como impressoras de código de barras, leitores de RFID e dispositivos de sensor de temperatura podem participar da IoT. “Será criada uma ordem de magnitude de mais informações disponíveis para aplicações corporativas”, afirmou Gerskovich. “Isso vai dar às empresas muito mais informações sobre tudo que é importante para eles.”
Muitas vezes, esse ainda não é o caso. “Quando você olha para uma empresa comercial típica que está comprando bens, elas frequentemente têm menos informações sobre o estado das mercadorias em sua cadeia de suprimentos do que se pedissem algo a partir de um varejista on-line e enviá-lo para a sua casa”, observou Gerskovich.
Com a implementação de uma estratégia de IoT em toda a sua cadeia de fornecimento, ressaltou ele, uma empresa pode obter informações instantâneas sobre o local de seus bens e saber em que estado eles estão. “Os morangos estão na temperatura certa? E se não, quando eles vão começar a estragar. As organizações terão um enorme retorno sobre o investimento quando isso acontecer?, apontou.
Na verdade, esta consciência instantânea é uma das promessas mais sedutoras da Internet das Coisas. “Seja sobre bens de consumo duráveis, máquinas pesadas, roupa ou até mesmo perecíveis, que vão desde alimentos a indústria farmacêutica, daqui uma década as pessoas terão a certeza que é possível saber onde está qualquer coisa e a qualquer momento”, prevê Gerskovich.
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