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Internet das coisas, M2M e RFID pedem TI mais colaborativa

A tecnologia nada mais é do que uma ferramenta para que a sociedade, em constante evolução, atinja seus objetivos atenda novas demandas. Tomando como premissa de que este aparato precisa criar fórmulas de interação em um novo ambiente interativo, o Verge, rodada de discussão sobre evolução da TI, Telecom e modelos de negócios, tomou corpo em São Paulo, capital, nesta terça-feira (16/10). Depois de passar por cidades como Xangai (China) e Londres (Inglaterra), o encontro contou com a participação de cases nacionais.

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?Companhias de Telecom e de TI precisam entender como pensamos nossas cidades para o século 21, como ela será e quais tecnologias são necessárias para permitir que isso aconteça?, contextualizou Joel Makower, fundador do GreenBiz, responsável pela mediação do debate encontro.

De acordo com o executivo, tecnologia permite que tudo fique mais inteligente e conectado, não somente da forma online, como se massificou mais recentemente, a partir da década de 90, mas através de estratégias que hoje não são extensamente utilizadas: sensores, RFID, internet das coisas, entre outros.

?Neste ambiente, tudo está conectado, e pode ser endereçado, monitorado e controlado. Não somente por pessoas,  mas no movimento Machine to Machine [máquina a máquina, ou M2M], automaticamente, sem intervenção?, completou. Makower adicionou que todo esse rastreamento e fluidez no manuseio geram o inevitável Big Data, assunto que hoje toma proporções tão altas em reuniões de negócios e TI quanto a própria geração de dados ? segundo perspectivas da SAS, o consumo de dados armazenados pelas corporações deve crescer 50 vezes até 2020, chegando a 44 zettabytes.

Neste novo cenário, novos modelos de negócios, visão global, compartilhamento, sustentabilidade, cidades inteligentes, geração e distribuição de energia eficazes saem do discurso e se tornam prática necessária. ?É parte de uma grande oportunidade e desafio fazer nossos escritórios e veículos mais inteligentes?, comentou, citando que o modelo RB &B [rede de aluguel de quartos feito por pessoas comuns pela internet], por exemplo, já é mais forte e atuante e cresce mais do que as redes hoteleiras convencionais.

A IBM apresentou solução criada para a cidade do Rio de Janeiro sob o conceito Smarter Planet, no qual a obtenção de dados ao longo da cidade permite antecipar potenciais problemas e tomar atitudes para evitá-los. ?Conseguimos avaliar onde choverá mais, quais os riscos de desabamento, quais ações de trânsito podem ser tomadas?, explicou Jose Carlos Duarte, CTO, IBM. Segundo a IBM, as cidades se tornam um grande gargalo da infraestrutura, uma vez que 70% da população mundial viverá nesses ambientes até 2050. A fabricante tem três mil projetos de cidades inteligentes ao redor do mundo, com exemplos em Londres, Barcelona e Nova Iorque.

Com US$ 5 bilhões em investimentos em pesquisa e desenvolvimento e expectativa de dobrar esse valor até 2015, a GE apresentou um projeto de utilização do gás metano liberados de aterros de Belo Horizonte para geração de energia. A iniciativa garante eletricidade para uma cidade de 60 mil habitantes.  A companhia ainda conta com o portfólio Ecomagination, que possui cerca de 140 produtos e serviços voltados para sustentabilidade. ?As companhias eram orientadas a produzir e vender produtos. Hoje,  as comunidades estão direcionadas à colaboração. É preciso encontrar modelos de negócios criativos com custo atrativo. E a colaboração é chave para complementar e aumentar o desempenho em cada caso e ainda reduzir custos?, ponderou Adriana Machado, presidente da GE n Brasil.

Ainda falando em energia, pela média, 12% da energia mundial é renovável. No Brasil, por conta de sua geração baseada em usinas hidrelétricas e combustível à base de cana de açúcar, essa proporção chega a 45%. Em São Paulo, essa média chega a 55%. A informação foi passada por Milton Flavio, Subsecretário de Energia Renovável. ?O Estado de São Paulo pode se considerar como melhor matriz de energia do planeta. Isso não nos tira a responsabilidade de avançar?, comentou Flavio. Para obter melhores resultados, a entidade se aliou a outros órgãos para promover o conselho estadual de matriz energética, com foco no estudo de utilização de energia limpa. ?Nas próximas semanas apresentaremos  o plano de biogás a partir de linhaça e uso de metano em aterros como fonte de energia?, detalhou Flavio. Contudo, o executivo concorda ainda haver dificuldade na elaboração de modelo de negócios dentro dessa área.

?Neste novo mundo de convergência temos muitas novas oportunidades e experiências, assim como modelos de negócios. Temos novos ecossistemas?, concluiu Makower.

 

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