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Internet banking brasileiro é o que mais sofre ameças na AL

O Brasil lidera o uso de internet banking na América Latina, com 42 milhões de usuários. Mas a estatística positiva para por aí. O País também está no topo do ranking quando se analisa os principais alvos de crimes cibernéticos com essa ferramenta bancária. A constatação é Fábio Assolini, analista de malware da Kaspersky Lab, que, nesta segunda-feira (20/08), falou durante a Cúpula Latino-Americana de Analistas de Segurança 2012, que ocorre em Quito (Equador).

Para atacar os bancos os criminosos utilizam basicamente duas armas: phising e trojans.  “O Brasil é líder na região no número de ataques por phising e os produzidos no Brasil são os mais ativos do mundo. A nação hospeda cerca de 5% a 10% de todo índice mundial. Em novembro de 2011, registramos cerca 12% dos ataques globais, atrás apenas dos Estados Unidos, que ficaram com 38%.”, alertou Assolini.

Quando o quesito é trojan, os brasileiros são as maiores vítimas. Globalmente, a Kaspersky registra 780 novas ofensivas por dia e boa parte delas é direcionada (16,9%) é direcionada ao País. A Rússia está em segundo lugar, 15,9% e a China aparece em terceiro, com 10%. Já no quesito desenvolvimento, 36% de todos os trojans bancários globais são produzidos em solo brasileiro e 95% dos códigos maliciosos criados no Brasil são dessa espécie.

Esse mundo de ataques está apenas na web tradicional. Quando se avalia as ameaças para dispositivos móveis, a companhia ainda não compilou números, por ser uma prática nova. Porém, em um futuro próximo, os dispositivos móveis passarão a ficar vulneráveis e a grande ameaça será para aparelhos Android.

Novos ataques

O fato é que os delatores têm aprimorado, cada vez mais, os ataques. Eles passaram a utilizar, por exemplo, autentificações verdadeiras por meio de empresas falsas. O objetivo é simples: conseguir a confiança do usuário e garantir o ataque.

Com isso, a incidência de kits exploits também aumentou. A Kaspersky bloqueia, diariamente, 350 mil deles. Essa ferramenta de ataque visa a trocar o Proxy do navegador e encaminhar o internauta para páginas falsas.

Resposta dos bancos

Para lutar contra esses golpes os bancos se ajudam. Ainda que os ataques não se tornem públicos, para não causar danos à imagem das instituições, a conversa existe. “Em muitos casos, há cooperação e troca de dados sobre os roubos, porque é muito comum um criminoso atacar vários bancos de uma vez no mesmo país”, explicou Assolini.

O especialista ressaltou que a cooperação dos bancos com a polícia também é comum para que os infratores sejam proibidos. “Porém, aí temos um problema grande. No Brasil não existe uma lei específica para criminalizar ou manter preso o autor da invasão. Eu sei de casos que criminosos que foram presos três vezes e estão livres por causa da falta de leis específicas”, finalizou.

A jornalista viajou ao Equador à convite da Kaspersky Lab

 

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