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Inteligência de dados: a base da gestão de estoque

O controle de estoque é um das questões mais críticas e estratégicas tanto no varejo, quanto na indústria. O motivo: sua gestão impacta diretamente nos processos internos de produção e comercialização.

A análise é de Pedro Henrique Schmitt, analista de BI da BIMachine, empresa brasileira especializada em Business Intelligence e Business Analytics. “Pode-se dizer que o giro de estoque é o termômetro que demonstra a oscilação dos produtos de acordo com as movimentações internas e comerciais”, avalia o especialista.

Segundo Schmitt, na análise do giro de estoque é preciso levar em consideração que a obtenção dos produtos ou da matéria-prima depende, em sua maioria, de questões externas, como disponibilidade do fornecedor, negociações comerciais e logística de entrega. O controle de tais itens, na visão do profissional, pode ser agilizado pelo uso da tecnologia.

Soluções que permitam mapear os fatores externos e adicioná-los a análises, como o BI, podem trabalhar com os dados multidirecionais, provindos de diversas fontes, entregando uma visibilidade mais organizada, que facilitará as tarefas dos gestores.

Neste quesito, Schmitt ressalta que é importante contar com tecnologias que tragam tais informações à visão do gestor, sem que seja preciso requisitá-las ao fornecedor toda vez, nem realizar diversos alinhamentos internos.

Para esta função, soluções de Business Intelligence se enquadram bem, já que os dados centralizados no BI possibilitam agendamentos que garantem às equipes comerciais evitar rupturas e assegurar a entrega dos produtos ao cliente final dentro do prazo estipulado.

“O cálculo utilizado para mensurar a compra varia de acordo com cada ramo de atuação, porém alguns fatores são pautados com frequência no momento de calcular a demanda necessária ao realizar o pedido de compra, como a capacidade de produção e estocagem, potencial de vendas e o gerenciamento de riscos e variáveis”, explica Schmitt.

Ele ressalta que a evolução da informatização está contribuindo com a melhoria do processo de compra, tendo como exemplo a criação de indicadores que facilitam o controle interno e auxiliam os compradores no momento de realizar o pedido. Dentre as metodologias utilizadas, o especialista destaca os indicadores de estoque, que podem ser divididos em três níveis: mínimo, ideal e máximo.

“Cada nível obedece faixas de quantidade de produtos, que, quando alinhadas a um período temporal e um cálculo estratégico, determinam a quantidade exata de itens a serem adquiridos, garantido a quantidade mínima de operação, evitando superlotação do depósito e garantindo equilíbrio financeiro – pilar importante no momento da organização”, salienta.

Ainda conforme Schmitt, o esforço realizado para controlar o estoque já está, em qualquer empresa, apto para ser otimizado, alinhando compra, manutenção de estoque e venda. “Essa é a grande sacada que as informações trazem aos gestores: tomada de decisão baseando-se em múltiplos dados confiáveis. Isso é inteligência de negócio”, finaliza.

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