Inteligência Artificial

Brasil e Índia lideram em adoção de IA generativa no mundo

Brasil, Índia, México e África do Sul – todos países chamados de “emergentes” – lideram a adoção de inteligência artificial globalmente, com as maiores taxas de uso, níveis de confiança e engajamento ativo em treinamento de IA. O Brasil é o segundo que mais usa IA generativa (51,6%), perdendo apenas para a Índia (66,4%).

Do outro lado do espectro, os europeus são os mais desconfiados e incertos em torno do uso da IA. Segundo a Cisco, dona dos dados mencionados acima, isso indica uma mudança de padrões históricos, quando as economias emergentes “costumam demonstrar maior lentidão no acesso e na utilização de novas tecnologias”.

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O estudo foi feito pela Cisco com a OCDE, como parte das atividades de um hub de bem-estar digital. O objetivo é medir riscos e benefícios do uso de IA e como ela está impactando a vida das pessoas.

Apesar do uso acelerado de tecnologias digitais em Índia, Brasil, México e África do Sul, esse uso é mais intenso em atividades de lazer. Além disso, há o que a Cisco chama de “dependência mais acentuada” da socialização digital e “flutuações emocionais mais notáveis” relacionadas ao uso da tecnologia, em comparação com os participantes dos demais países.

A pesquisa também indica que, no mundo, mais de cinco horas de tempo de tela recreativo diário estão associadas à diminuição do bem-estar e menor satisfação com a vida.

‘Geração IA’

De acordo com os dados, jovens adultos são, globalmente, os maiores consumidores de conteúdo digital, com pessoas com menos de 35 anos apresentando o maior uso de mídia social, dispositivos online e uso ativo de IA generativa. Globalmente, eles dizem que a maior parte ou todas as interações sociais acontecem online, e demonstram maior confiança na utilidade da IA.

No mundo, mais da metade (50%) dos entrevistados com menos de 35 anos utiliza ativamente a IA e mais de 75% a consideram útil. Além disso, quase metade dos jovens entre 26 e 35 anos já concluiu algum tipo de treinamento na área.

No Brasil, somente 41,4% dizem ter realizado alguma qualificação relacionada à IA para desenvolvimento de habilidades em tecnologia nos últimos doze meses.

Adultos com mais de 45 anos tendem a ver a IA como menos útil e mais da metade não a utiliza. Entre os entrevistados com mais de 55 anos, a incerteza sobre a IA pode ser um reflexo da falta de familiaridade, “e não uma rejeição”, dizem os autores do estudo.

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