A Conquest One, especialista em contratação para Tecnologia da Informação, anuncia um novo laboratório para o setor de recursos humanos chamado CQ1Lab. A iniciativa visa adotar novas tecnologias para recrutamento e seleção, reduzindo o tempo operacional gasto e aumentando o acesso a perfis de alta complexidade.
Foi implementada uma solução de chatbot ao Messenger, do Facebook, com perguntas relevantes sobre as áreas aplicadas. A tecnologia, baseada em Inteligência Artificial, integra as descrições dos profissionais à ferramenta e auxilia a Conquest One a encontrar novos perfis em diferentes localidades.
Esta etapa de conversação é utilizada para validar o conhecimento do candidato e se ele está apto a seguir na triagem. Não funciona, portanto, como uma contratação direta baseada em tecnologia.
Anteriormente, noticiamos o uso de um algoritmo usado em entrevistas de emprego que avalia 350 aspectos de linguagem dos candidatos. Neste outro caso específico, o “entrevistador sem rosto” foi bastante questionado sobre sua imparcialidade.
No caso da Conquest One, o candidato acessa o aplicativo Messenger, com um número de telefone, para participar da fase inicial do processo de seleção.
Marcelo Vianna, CHRO (Chief Human Resources Officer) da Conquest One, explica que a iniciativa tem a trazer benefícios nos processos.
Segundo ele, a ligação de primeiro contato, “que demandava aproximadamente 15 minutos de um consultor para cada ligação”, passa a ser feita de forma automática e economiza 10 horas de ligações diárias.
Para cada dois candidatos com perfil ideal e aptos a participar da fase final do processo, explica, “eram gastos um total de 28 horas ao telefone”. Ao integrar o chatbot, Vianna cita que os mesmos profissionais chegam a fase final com apenas uma hora no telefone.
Isso reduz, segundo o executivo, “em 96% o tempo de ligações para a execução do processo”. O novo modelo traz agilidade, resposta mais rápida “e os profissionais acessados conseguem retornar com mais rapidez”.
Um dos motivos, explica Vianna, é porque “escrever uma mensagem no celular é mais adequado do que atender a uma ligação quando o candidato está trabalhando”.
A Conquest One já espera ampliar o uso de inteligência artificial em gestão, desenvolvido no GeneXus, para obter mais capilaridade na busca e disponibilização de candidatos.
Os investimentos da consultoria vêm em meio a escassez local de mão de obra no mercado de TI. O déficit de profissionais na área, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), deve ser de 290 mil até 2024.
Antônio Loureiro, CEO da Conquest One, diz que a empresa vem se preparando “para buscar os candidatos onde eles estiverem”.
Com a adição da modalidade, a empresa diz que “consegue ter acesso a um volume maior de candidatos com os perfis de alta complexidade, ampliando o número de profissionais para disponibilizar às empresas, o que antes era mais restrito.”
Outro ponto destacado é que o chatbot tem sido capaz de “atrair perfis ainda mais seniores do que o esperado”.
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