Inteligência artificial chega à esfera jurídica

Especialista em Big Data, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial (IA), a Semantix desenvolveu a solução Aijus, que usa ferramentas de Machine Learning e IA para analisar dados vindos de processos jurídicos e prever resultados, riscos e identificar jurisprudências e futuros gastos com ações em andamento.

Frente a uma realidade brasileira que fechou 2016 com mais de 79,7 milhões de processos em tramitação, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Semantix viu nesse cenário uma oportunidade de apresentar uma saída específica para o setor. A tecnologia faz uso de uma abundância de dados vindos de diversas fontes como Procon, CRM, tribunais de justiça, diários oficiais, entre outros.

Para Anderson Paulucci, CTO da Semantix, o volume de informações movimentado durante os trâmites jurídicos representa um grande potencial para que a análise de dados gere algoritmos e insights que impactem de forma direta grandes companhias. Segundo estudo do Valor Econômico, as companhias chegam a usar quase 2% de suas receitas com demandas no Judiciário.

“A otimização do contencioso jurídico vai muito além da automação e com a IA podemos apurar qual a chance de um cliente insatisfeito processar a organização, a gravidade da situação e até se uma atitude imediata pode evitar uma ação futura”, comenta Paulucci. Com foco na redução de custos, uma das ações do Aijus é avaliar o tempo necessário para cada etapa da movimentação judicial e qual o orçamento previsto por mês, dando apoio ao setor financeiro.

Justiça brasileira

De acordo com Leonardo Santos, CEO da Semantix, o perfil da justiça brasileira pode ser um risco para as companhias do país, que precisam avaliar seu posicionamento e políticas internas para evitar desgastes institucionais e processos trabalhistas. “Em época de instabilidade política e econômica, é fundamental contar com soluções que apoiem decisões estratégicas para manter a imagem da empresa perante o mercado e seus players, mitigando os riscos em paralelo”, explica.

Uma pesquisa da AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs) mostrou que 62% dos escritórios de advocacia do país buscam serviços customizados de inovação tecnológica especializada. “Para quem atua na área, lidar com uma grande quantidade de dados e números financeiros aliados a prazos curtos de entrega é um grande desafio que pode ser superado com a ajuda de soluções inovadoras”, finaliza Santos.

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