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Intel foca WiMax em outros países

A Intel anunciou na quarta-feira (11/02) que mudou seu foco em WiMax para lugares fora dos Estados Unidos, onde a tecnologia de banda larga wireless tem encontrado obstáculos que dificultam o processo de adesão.

Apesar de não ter nenhuma grande novidade, a fabricante realizou uma conferência com jornalistas, onde os executivos informaram que a maior parte do trabalho será fora dos EUA.

Países como Japão, Índia, Rússia e Coréia do Sul, além de nações européias e africanas estão se movimentando rapidamente para o desenvolvimento da quarta geração de comunicação wireless e serviço de dados, segundo afirmou Sean Maloney, VP executivo e chefe de vendas e marketing da Intel. O executivo afirmou que o WiMax e o desenvolvimento de banda larga para acesso à internet em geral é “questão global”.

Enquanto as pessoas estão descobrindo o WiMax, a adoção da tecnologia tem sido um problema. Nortel, que pediu concordata no mês passado, abandonou a parceria com a Alvarion, onde havia investimentos em WiMax mobile. A canadense afirmou que iria focar seus negócios de wireless em Long Term Evolution (LTE).

A decisão levantou questionamentos sobre a viabilidade do WiMax no longo prazo nos Estados Unidos, principalmente com a possível concorrência direta com o LTE, padrão focado em atualizar a rede de celular UMTS dentro da quarta geração de tecnologias de comunicação móvel. Na prática, LTE tornaria UMTS em um sistema de internet banda larga wireless com voz e outros serviços integrados.

Além disso, nas últimas semanas, Intel, Google e a Time Warner apresentaram perdas em seus investimentos na Clearwire, que está desenvolvendo uma rede de WiMax nos EUA. No caso da Intel, a fabricante de processadores informou perda de US$ 1 bilhão em seu investimento de risco na Clearwire.

Durante a teleconferência, no entanto, Maloney dirigiu sua atenção a países como Japão, onde ele informou ter plano para ter WiMax disponível em todo o país até 2012. UQ Communications planeja iniciar a oferta de WiMax gratuito até o final deste mês para as pessoas em Tokyo, Yokohama e Kawasaki, segundo o Daily Wireless.

Como outros exemplos onde WiMax foi bem sucedido, Maloney pontuou a viabilidade do serviço em algumas áreas de Moçou e São Petersburgo, na Rússia, através do provedor Scartel. Na Coréia do Sul, o WiMax é disponibilizado através da WiBro.

Todavia, Maloney acredita que o WiMax deverá dividir os serviços de internet móvel com outras redes, como LTE e a atual 3G. O problema será ter dispositivos, como smartphones e netbooks, capazes de oferecer às pessoas a possibilidade de usar a tecnologia que estará disponível em determinada região.

A Intel já trabalha na incorporação da tecnologia em seus chips móveis, que poderia suportar automaticamente as mudanças de rede. A empresa canadense Wavesat também pesquisa uma forma de fazer com que seus produtos possam se adequar às redes WiMax e LTE.

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