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Intel e InCor utilizam IA para anonimização de dados pessoais de pacientes

O Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (Incor) e a Intel estabeleceram parceria para o desenvolvimento de projetos de tecnologia visando a otimização dos processos do hospital. De acordo com a Intel, o objetivo é oferecer maior assertividade nos diagnósticos, tratamentos e segurança dos pacientes.

Além de permitir a otimização do tempo dos profissionais, a diminuição do uso de papel e a geração de informações mais precisas, o projeto inclui a anonimização de dados pessoais dos pacientes em exames diagnósticos por imagens e sinais biomédicos.

Desenvolvida pelo Laboratório de Informática Biomédica do InCor em conjunto com a Intel, a solução utilizará inteligência artificial para garantir a privacidade dos pacientes. Segundo Marco Antonio Gutierrez, líder do laboratório, ao permitir a não identificação dos pacientes, a tecnologia poderá servir para o processamento de grandes volumes de dados de exames para pesquisas de novos diagnósticos e tratamentos.

“É extremamente importante, nesta fase do avanço tecnológico, que possamos resolver os problemas do século XX com a cabeça do século XXI. Ter melhores processos e controles na área da saúde é uma evolução necessária que afeta toda a sociedade de forma positiva. Na Intel, nosso foco não está apenas em desenvolver as tecnologias necessárias, mas também em fomentar todo o ecossistema, seja por meio de soluções, conhecimento técnico, suporte, doação de horas de nossos especialistas e até networking com outros especialistas do setor para que esta evolução aconteça de fato”, explicou André Ribeiro, diretor de novos negócios da Intel Brasil.

Até o momento, a plataforma está em fase de validação científica, mas os ensaios já obtiveram precisão de 91% na anonimização dos dados dos pacientes em exames de imagens médicas e de sinais. A expectativa é de que a solução possa ser aplicada na fomentação de novas descobertas na área da medicina.

“Nosso projeto com a Intel vai muito além do desenvolvimento de pilotos e protótipos, pois se ficássemos limitados a essa fase, não estaríamos preparando nossos profissionais que vão agir como transformadores da saúde no futuro, que é justamente nosso objetivo: impactar e transformar efetivamente esta cadeia da saúde”, completou Guilherme Rabello, gerente Comercial e de Inteligência de Mercado do InovaInCor.

 

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