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Intel afirma ter dúvida sobre futuro design do ultrabook

O ultrabook, termo registrado pela própria Intel, é mais ou menos um tablet, só que com um teclado. Sua existência se deve ao fato de tablets e celulares venderem mais do que os notebooks e a Apple provou que esse tipo de dispositivo, desprovido das características típicas do notebook, tem apelo de mercado. Ele existe porque a Intel tem de oferecer uma alternativa para os chips com base ARM, que cada vez mais são usados em dispositivos móveis. Para  trazer sua visão de chip ao mercado, no ano passado, a empresa estabeleceu o Ultrabook Fund para ajudar a tornar os componentes necessários mais acessíveis.

O gerente geral e vice-presidente do Intel PC Client Group, Mooly Eden, demonstrou várias maneiras nas quais o ultrabook pode ser usado, tendo como objetivo convencer as pessoas de que desistir dos notebooks para usar ultrabooks não dificulta o processamento intensivo de mídia de reprodução ou as tarefas gerais de computação.

Já há mais de 15 modelos disponíveis pela Acer, Asus, HP, Lenovo, LG, Samsung e Toshiba, e eles compartilham muitas características do MacBook Air, da Apple, juntamente com outros projetos e recursos distintos.

Mais estão a caminho. A Intel diz que mais de 75 modelos de ultrabooks serão lançados em 2012. A segunda geração terá o processador “Ivy Bridge”, que será lançado por volta de abril ou maio. A terceira geração que está planejada para o ano que vem terá como base o modelo subsequente do processador, codinome “Haswell”, que possui um consumo de energia significativamente melhor quando ocioso.

A Intel também aposta na segurança. Com a introdução dos modelos “Ivy Bridge”, na segunda metade de 2012, todos os ultrabooks serão lançados com a tecnologia Intel Anti-Theft, que bloqueia dispositivos roubados, e a tecnologia Intel Identity Protection para hardware com base em dupla autenticação.

A Intel trabalha com a MasterCard para integrar apoio para sistemas de pagamento como o MasterCard PayPass (também usado pelo Google Wallet), assim , os usuários de ultrabook poderão lidar com transações online de forma mais segura e eficiente por meio da tecnologia NFC.

O interesse em segurança também pode ser visto por meio da aquisição de fabricante de software de segurança McAfee, realizada em 2010. A empresa incorporou a tecnologia DeepSAFE em seus processadores Core i3, i5 e i7, para fornecer informações sobre o uso da memória e a atividade do processador.

Ainda assim, apesar de todo o esforço para entrar no mercado ultrabook, a Intel parece não saber como os dispositivos serão. A empresa sugere que o futuro design dos dispositivos pode ser bem variado, desde a forma tradicional até modelos híbridos que funcionam tanto como laptops quanto tablets. A empresa poderia tê-los chamado apenas de computadores, mas aí eles não teriam o papel de “a nova sensação”.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

Saiba mais:

Intel terá tecnologia de voz em ultrabooks

Ultrabooks devem dominar CES 2012

 

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