Dominique Deklerck, diretor-geral da Ingram Micro do Brasil, abre a coletiva de imprensa falando aos jornalistas da incrível, segundo seu ponto de vista, recuperação da companhia no mercado nacional. ?Não posso revelar informações financeiras, mas dobramos nossos números?, comemora o belga que está no comando da operação brasileira desde novembro de 2010.
Segundo ele, 2011 foi o ano da reestruturação e, este ano, o da colheita. Com 80% dos negócios vindo da área de volume, o segmento é responsável pelo maior crescimento da companhia e também o que traz novos anúncios, como a linha completa de Xbox, da Microsoft e o tablet Galaxy, da Samsung.
Este ano, mais de 10 marcas foram agregadas ao portfólio da distribuidora, tais como Apple, Lexmark, Ton Ton, entre outras. O bom relacionamento com os fornecedores foi apontado pelo executivo como um dos fatores de sucesso da empresa nestes dois anos.
Quando Decklerk assumiu, as coisas andavam muito mal para o lado da Ingram no Brasil. Choviam reclamações dos canais e dos fornecedores da empresa. O executivo veio ao País com uma meta: recuperar a companhia em um dos países foco de crescimento para a corporação lá fora.
Homem de números, processo e planilhas, sua experiência aliada ao bom momento do mercado brasileiro e a falência da Tech Data no Brasil ajudaram Decklerk a dar este salto. De acordo com a Ingram, cerca de 20 profissionais da concorrente foram contratados. Boatos dos corredores do mercado dão conta de 50 pessoas. Não importa. O fato é que o executivo diz estar satisfeito, hoje, com sua equipe. ?Quando eu cheguei, a cada semana, três pessoas pediam demissão. Hoje, toda semana, três pessoas me pedem emprego. Os funcionários estão felizes e eu também estou contente com eles?, declara.
Com pouco mais de 200 pessoas trabalhando na subsidiária, a Ingram comemora 30% de aumento da capilaridade no País. Hoje, há cerca de 2,5 mil revendas ativas por mês.
A recém anunciada aquisição da BrightPoint, distribuidora de telefonia móvel, por cerca de 840 milhões de dólares, também foi comentada pelo executivo. ?Desde já começamos a oferecer o portfólio da BrightPoint por aqui?, diz.
Decklerk embora admita que o passado da companhia está sendo trabalhado para ser esquecido de vez, é cuidadoso para fazer previsões, mas deixa escapar: ?A ideia é que, mais pra frente, um brasileiro comande a operação do Brasil, é claro?.
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