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Infraestrutura em cloud: vale a pena ter a minha?

Diante de um mercado que exige cada vez mais agilidade no processamento de informações e de um cenário econômico que demanda uma séria revisão nos orçamentos, uma tendência global tem repercutido no Brasil, a adoção de soluções de infraestrutura como serviço (IaaS) – um dos modelos de computação em nuvem – e a redução de compra de equipamentos de porte médio.

Apesar disso, é comum ouvir duas perguntas a respeito dessa nova plataforma: “Será que devo investir em cloud?” e “Como implantar uma infraestrutura de acordo com as necessidades do meu negócio?”.
Antes de refletir sobre esses pontos, é importante considerar o comportamento do mercado em relação à tendência. Uma pesquisa divulgada em maio pelo Gartner aponta que os investimentos com IaaS devem atingir, até o final deste ano, a marca dos US$ 16,5 bilhões. Isso demonstra o interesse crescente das organizações pela tecnologia e os benefícios que traz: manter estruturas, dados e um alto volume de aplicações em segurança, com flexibilidade e escalabilidade.
Diante das vantagens em adotar a nuvem como infraestrutura e reflexo desse elevado interesse por parte do mercado, empresas dos mais variados segmentos já têm optado por reduzir os altos custos de manutenção e de atualização do ambiente físico de TI. Nesse sentido, o movimento que tenho notado é que tais empresas utilizam seus ambientes físicos até se tornarem obsoletos enquanto começam, gradativamente, a migrar seus bancos de dados e aplicações para a cloud. Escalável e flexível, a solução permite que as empresas utilizem apenas as funcionalidades que precisam, reduzindo assim, gastos desnecessários que sistemas totalmente internos podem implicar no orçamento.
Outro ponto positivo é permitir à empresa que foque sua energia e recursos no negócio em si, deixando a complexidade do ambiente de TI a cargo do fornecedor responsável por garantir seu bom funcionamento. Ainda, a adoção de uma plataforma cloud não implica que a companhia abandone a infraestrutura existente, sendo possível operar o sistema de maneira híbrida. Isso possibilita, por exemplo, que financeiras rodem seus sistemas internos em ambientes físicos e, simultaneamente, serviços ao cliente pela internet por meio da cloud.
No Brasil, alguns tabus que rondam a adoção de cloud computing ainda existem e precisam ser quebrados, como a ideia de que os dados não estão seguros. É evidente que a escolha pelo fornecedor deve ser feita levando em consideração itens como a credibilidade e qualidade de entrega da companhia, bem como o alto nível de confidencialidade que ela demanda de seus colaboradores. De todo modo, hospedar um ambiente de TI na nuvem pode ser muito mais seguro do que manter os dados em hardwares internos, alvo mais vulnerável a ataques cibernéticos.
Por tudo isso, afirmo que vale a pena ter uma infraestrutura em cloud. Para implantar a solução mais aderente ao negócio, é preciso considerar alguns pontos. O primeiro deles é olhar para dentro de casa e avaliar qual é a infraestrutura existente e o quanto ela pode ser utilizada sem a necessidade de reinvestimento. Isso feito, investimentos sob demanda na cloud podem ser realizados à medida que novas aplicações e serviços vão surgindo. O segundo é analisar para onde caminha a necessidade de seu cliente e se seu negócio está preparado para acompanhar essas tendências. Exemplo disso é a possibilidade de surgimento de novas demandas, como suportar uma solução de big data ou de Internet das Coisas, ambas já disponíveis em nuvem e que exigem infraestrutura especializada, cara e complexa demais para a implementação interna.
Ao optar por um fornecedor, é importante considerar alguém que não se preocupe apenas em vender uma plataforma, mas sim, que auxilie no processo de decisão dos serviços a serem adotados. Dessa forma, empresas que não têm em seu core business a necessidade de uma equipe de TI dedicada podem ter “um sono tranquilo”, com a garantia de que seu negócio conta com o serviço ideal para o bom funcionamento de suas operações.
Por fim, acompanhar as tendências tecnológicas e implantá-las garante estar sempre um passo à frente da concorrência. Nesse sentido, a computação em nuvem já é uma realidade sendo, atualmente, a plataforma mais escalável e flexível do mercado. A cloud proporciona um universo de soluções e experiências cada vez mais afinadas com o futuro.
*Antonio Carlos Guimarães é evangelista de cloud da Fujitsu do Brasil

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