Com poucas palavras, é uma ótima placa mãe, mas chegou muito tarde ao mercado. Vocês já notaram a recente vocação da DFI para placas capazes de ótimos níveis de overclock e muita estabilidade? Essa vocação começou em 2003 quando Oskar Wu, engenheiro e desenhista das principais placas da ABIT, que formaram a lenda da marca entre os overclockers, trocou de empresa para ser o responsável pelo desenvolvimento das placas da DFI. Os modelos mais recentes já são frutos do design de mestre Wu.
A primeira versão da nForce2 da DFI não era tão boa quanto essa que compartilha o mesmo PCB e recursos do modelo Lan Party NF2 Ultra B. Entre as novidades está a controladora RAID Serial ATA de 4 portas, baseada no Satalink Sil3114, que junto com o Sil3112 de duas portas é a solução Serial ATA mais utilizada entre os fabricantes.
A placa conta com rede onborad, firewire e o ótimo SoundStorm da nVidia, que é sem dúvida a melhor solução de som onboard do mercado de placas mãe até o momento, embora o novo sistema de áudio de alta definição das placas Intel 915 e 925 também impressionem.
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Infelizmente a placa chegou ao mercado muito tarde, como já dissemos. Desde o lançamento, as placas da ABIT, ASUS, EPOX entre outras fizeram extremo sucesso no Brasil e no exterior usando a mesma plataforma, e quando a DFI apareceu com a NF2 Ultra o Athlon64 já chamava a nossa atenção, tirando o foco da linha AthlonXP. Uma pena, pois essa placa poderia ter feito historia se não tivesse demorado tanto, agora só sobraram os modelos Sempron para soquete A…
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Outra crítica que tenho com o nForce2, e isso atinge todas as placas com esse chipset, é sua incrível capacidade de corromper a bios durante as tentativas de overclock pelo FSB. É só fazer uma pesquisa aqui no fórum para ver quantos usuários enfrentam o mesmo problema com placas de diversas marcas. Apesar disso, inúmeros usuários se arriscam a esse procedimento, incluindo o uso de BIOS modificadas por terceiros a fim de atingir 250 MHz ou mais no FSB.
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É compreensível essa angustia por FSB mais altos, pois é a única forma de conseguir ganhos reais de performance com essa ultrapassada plataforma. Vocês verão nos resultados dos testes que a diferença de performance entre 2200 MHz e 2400 MHz reais é muito pequena, se for mantido o mesmo FSB.
O processador utilizado nesse teste foi um Athlon XP 2500+ “Barton” do tipo móbile, usado em notebooks. Esse processador só é vendido em OEM e entre suas características principais está a baixa dissipação térmica e os multiplicadores desbloqueados, que facilitam enormemente qualquer overclock. Por outro lado, é comum esse processador não ser reconhecido pela BIOS das placas mãe por ter um mapeamento de bridges (pontes de contato na parte de cima do encapsulamento) exclusivo para notebooks com o recurso de PowerNow!
Ao colocar um móbile em uma placa para desktop, provavelmente ele não será reconhecido () e sua freqüência de operação padrão seja limitada em 800 MHz ou qualquer outro valor diferente do seu original. Mas isso não é um problema, basta ajustar os valores na BIOS para a freqüência desejada e tudo funcionará normalmente. Não chegamos a fazer os testes simulando um 2500+ real porque quem opta por um móbile na pior das hipóteses o ajustará para simular um modelo 3200+ original (11x 200MHz = 2200 MHz).
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Foi nessa configuração que fizemos o primeiro teste, seguido pelo teste em 2400 MHz (12x 200MHz), em ambos os casos usando o vcore de 1.75v (mais alto do que o modelo móbile, mas compatível com o 3200+ original) e um cooler box de um processador 3200+ original. Embora haja relatos de freqüências até 2600 MHz com esse modelo, é necessário nesse caso o uso de voltagens mais altas e coolers especiais (incluindo refrigeração liquida). Nosso processador não foi estável acima de 2450 MHz com o cooler e a voltagem utilizada, por isso os testes subseqüentes foram abortados. A placa mãe não foi 100% estável com FSB acima de 220 MHz com a bios N24IDB29 (a última disponível) por isso mantivemos o FSB sempre em 200 MHz e variamos apenas o multiplicador.
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A memória GEIL funcionou soberbamente, podendo ser ajustada no nível mais agressivo possível para o chipset, maximizando a performance. Houve, porém, uma preocupação quanto à temperatura do processador. Com o cooler utilizado as medidas foram mais altas do que as aceitáveis, conforme a tabela abaixo.
| Mínimo | Máximo | Delta | |
| 2500+ @2200 MHz | 47°c | 55° | 8°c |
| 2500+ @2400 MHz | 49°c | 69°c | 20°c |
O grande incremento no delta entre o mínimo e o máximo no teste em 2400 MHz se deve a dois fatores principais: a proximidade com o limite técnico do processador, e a saturação do cooler utilizado. Para esse nível de overclock é recomendado o uso de um cooler de melhor capacidade de dissipação. A pasta térmica utilizada veio com a memória GEIL e é composta de prata e cobre, ficando com uma cor parecida com ouro, mas não deu a impressão de ser muito eficiente. Merece uma avaliação mais detalhada em outra oportunidade.
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