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Índice de Competitividade Global de Talentos mostra escassez em profissionais de TI no Brasil

O Índice de Competitividade Global de Talentos, produzido pelo INSEAD, Grupo Adecco e Human Capital Leadership Institute de Singapura (HCLI), mede como países capacitam, atraem e retêm talentos e mostra que embora empregos em todos os níveis continuem sendo substituídos por máquinas, a tecnologia também está criando novas oportunidades de trabalho.

Por outro lado, no entanto, empresas e profissionais deverão se adaptar a um ambiente de trabalho no qual conhecimento tecnológico, habilidades pessoais, flexibilidade e colaboração são essenciais.

Segundo o estudo, Suíça e Singapura ocupam os primeiros lugares no ranking 2017, com quatro países nórdicos entre os dez melhores (Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega). Reino Unido e Estados Unidos ocupam o terceiro e quarto lugares, respectivamente. O Brasil, por sua vez, atingiu a 81ª posição no ranking entre 118 países avaliados.

Na visão de Sean Hutchinson, diretor-executivo da Adecco no Brasil, o baixo desempenho do Brasil no relatório mostra o quanto ainda é preciso evoluir no que diz respeito à utilização da tecnologia associada à atração e retenção de talentos.

“A dura realidade justifica um cenário pouco insólito em razão de um cenário político fragilizado e do baixo investimento em educação no País que, se consideradas suas extensões continentais, revela um número absurdamente alto de pessoas sem acesso à educação e capacitação profissional, limitando suas qualidades de inovação e desenvolvimento. Com certeza, um défice significativo para a sétima maior economia do mundo”, afirmou.

Cidades
Este ano, foi lançado ainda o Índice de Competitividade Global de Cidades por Talentos (GCTCI), incluindo 46 cidades. São Paulo, a única cidade brasileira classificada no ranking, ocupou a 42ª posição. Nos primeiros lugares estão Copenhague, Zurique e Helsinque.

Os rankings iniciais do GCTCI mostram que, embora megacidades como São Francisco, Madrid ou Paris estejam entre os líderes, cidades menores como Copenhague, Zurique, Gotemburgo ou Dublin são concorrentes a serem consideradas. São cidades onde os talentos podem encontrar excelentes oportunidades de carreira, boa conectividade (banda larga e transporte) e uma alta qualidade de vida para si e suas famílias”.

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