Impulsionado pelo mobile, setor financeiro anima autoridades

O ano de 2016 marcou a consolidação do mobile banking como principal canal para transações bancárias no Brasil. Foram 21,9 bilhões de transações, crescimento de 96% em relação ao ano anterior, segundo dados da Pesquisa de Tecnologia Bancária da Febraban. O mobile é a principal aposta do setor para se aproximar dos clientes cada vez mais digitais e, claro, manter o faturamento do setor em alta – o que ajudaria o País a superar o momento desafiador em termos econômicos.

Principal evento do setor financeiro da América Latina, o Ciab Febraban não poderia fugir dessa tendência. O tema escolhido para a 27ª edição, que espera receber 20 mil visitantes até quinta-feira (08/06), é “Ser Digital”.

A abertura do congresso, nesta terça-feira (06/06), em São Paulo (SP), contou com participação de autoridades do setor bancário, como Murilo Portugal, presidente da Febraban, Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia bancária da Febraban, Sergio Rial, presidente do Santander, Maurício Minas, vice-presidente do Bradesco, e do setor público: Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo, João Doria, prefeito de São Paulo, e Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Portugal abriu o evento destacando justamente os números da recente Pesquisa Febraban, que mostra o avanço do mobile, e o quanto os bancos estão focados nesses canais para criar uma melhor relação com os clientes. “Em meio aos desafios tecnológicos e culturais, os bancos buscam lidar com os clientes atuais e com aqueles que querem atuar na forma digital. Para isso, é fundamental estabelecer um bom relacionamento com o consumidor nos meios eletrônicos, oferecendo produtos diferenciados. O Brasil já tem 1 milhão de contas abertas por meio eletrônico e a expectativa é que esse número chegue a 3,3 milhões até o fim desta ano”, afirmou Portugal.

Otimismo
Com tamanha participação política no debate, os assuntos crise e conjuntura econômica não poderiam ficar de fora. A mensagem dos participantes foi unânime: otimismo, sobretudo considerando a contribuição que um setor como o financeiro, que investiu R$ 18 bilhões em tecnologias em 2016, pode dar. O avanço das tecnologias digitais, com o novo comportamento dos usuários, é uma esperança para auxiliar na retomada da economia.

“O Brasil sempre extraiu lições e aperfeiçoou instituições a partir de momentos críticos ao enfrentar desafios como inflação e a década perdida dos anos 80. Tenho certeza que o Brasil sairá mais forte desse momento. Já avançamos muito com o que o governo criou e esses avanços não podem ser perdidos. Vamos progredir ainda mais e quero deixar uma mensagem de otimismo em relação ao futuro do País”, completou Portugal.

O ministro Gilberto Kassab, por sua vez, destacou a solidez das instituições financeiras e como elas contribuem de maneira expressiva para que o País possa atravessar essa difícil conjuntura econômica. “É um setor que sempre soube responder às expectativas e participar do mundo digital”, comentou Kassab, que citou outras utilizações consolidadas de tecnologias no Brasil, como as urnas eletrônicas e o envio de declaração de imposto de renda via internet.

Já Alckmin se disse impressionado com a velocidade das mudanças, sobretudo na área de Tecnologia e até comparou sua participação no Ciab com sua recente presença no Agrishow, principal evento do setor de agronegócios. “É um setor (agronegócios) que lucrou R$ 2 bilhões e esses números se multiplicam aqui”, disse.

Por fim, Doria reforçou o discurso de Portugal. “Não percam a esperança no Brasil. O País é maior que suas crises.”

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