Impressoras modernas são ecológicas e funcionam por comando de voz

“Alexa, imprima uma almofada com estampa tropical”. Repaginar a sala com apenas um comando de voz à impressora, que é politicamente sustentável e usa produtos recicláveis. No ritmo das inovações, essa realidade não está distante, uma vez que as tecnologias já estão no mercado, disponíveis separadamente, mas ainda não reunidas em um único equipamento. As impressoras, que antes eram grandes, lentas e tinham baixa qualidade de impressão, hoje são enxutas e cada vez mais eficazes. E, à medida que a transformação digital acontece, elas também impulsionam o setor – por vezes visto como obsoleto, segundo Rodrigo Oliveira, especialista do AcessoShop.

Mais ecológicas

Atenta à maior preocupação do consumidor com o uso consciente e reutilização de materiais, a Xerox desenvolveu a cera sólida, que gera cerca de 90% menos desperdício e imprime imagens vibrantes em praticamente qualquer tipo de papel. A inovação vai de encontro ao problema do e-lixo, em que o Brasil gera anualmente 1,5 mil toneladas de resíduos eletrônicos e lidera entre os maiores produtores da América Latina, de acordo com o estudo Global E-Waste Monitor, realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Seguindo as tendências e as mudanças de comportamento de compra, a HP lançou recentemente modelos de impressoras Ink Tank que, ao invés de cartuchos tradicionais, vêm com garrafas de tinta que podem ser reabastecidas. Elas fazem parte do programa de reciclagem HP Planet Partners, compostas por peças feitas com plástico reciclado de outros produtos da marca ao final da vida útil.

IoT

A transformação digital também dita a movimentação do setor: a Internet das Coisas (Internet of Things, em inglês, ou IoT) começa a ser aplicada para facilitar impressões, digitalizações ou fotocópias a partir de qualquer dispositivo conectado. A HP anunciou a Tango Smart Home Printer, que funciona meio de comandos de voz e é capaz de encomendar sozinha os cartuchos quando estão quase acabando.

“Os equipamentos estão mais multitarefas e conectados a outros dispositivos de uso diário, como os smartphones, e empresas com know-how nesse segmento agora encontram uma oportunidade de ampliar a atuação, como por exemplo, as chinesas Xiaomi e Huawei que pretendem disputar espaço ao lado de gigantes como Epson e Canon”, analisa o especialista do AcessoShop, que acredita que essa integração torna o mercado atrativo para novos players.

Imprimindo casas e pontes

A impressora 3D, que permite criar qualquer objeto que pode ser desenhado, tem se consolidado e mostra que não é uma tendência passageira. Tanto que já é real a primeira casa do mundo impressa por esse processo, chamada Yhnova, construída em Nantes (França). Com 95 m², recebeu seus primeiros moradores, uma família de cinco pessoas em julho desse ano.

A inovação que também imprime objetos de decoração, próteses médicas, peças de avião e pontes está se transformando em um rentável mercado; calcula-se um faturamento global de cerca de 17 bilhões de euros em 2021, segundo a Wohlers Associates, consultoria empresarial norte-americana.

“As ilimitadas aplicações da impressão 3D estimulam a liberdade criativa das pessoas e ainda há muito o que desenvolver. Ela vai mudar muito a maneira como utilizamos as impressoras e nos próximos anos será massiva a utilização dentro de casa”, aposta Rodrigo.

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