As perspectivas advindas com a chamada indústria 4.0, revolução impulsionada pelo avanço das tecnologias de comunicação e informação, e também pela fusão entre o mundo real e a realidade virtual, evocam reflexões sobre o futuro do trabalho. Em duas décadas, 47% dos empregos atuais serão automatizados.
Mas se, mais do que nunca, trabalho e conhecimento são interconectados, como será o processo de aprendizagem que habilitará os trabalhadores para esse novo mundo? Gian Zelada, sócio da Clever Corp, desenvolvedora de soluções personalizadas de EAD para empresas, discutiu essa e outras questões acerca da educação corporativa durante painel no IT Forum Expo 2017, na terça-feira (7/11).
“Se antes o ativo era o conhecimento que um profissional tinha, agora seu valor está migrando para a habilidade de lidar com fluxos de aprendizagem e a ‘desaprendizagem’ do que não serve mais”, afirmou o executivo. Segundo ele, essa mudança é resultante da proliferação das redes de comunicação e a disseminação massiva de informação pela internet.
Como a educação corporativa trata-se de articular coerentemente as competências individuais e organizacionais no contexto mais amplo de uma empresa, logo, suas práticas estão intrinsecamente relacionadas ao processo de inovação nas organizações e também ao aumento da competitividade de seus produtos ou serviços.
Tendências do aprendizado
Ainda de acordo com Zelada, as principais tendências na educação corporativa na era da indústria 4.0 incluem o aprendizado contínuo e informal, conteúdos em tempo real, plataformas adaptativas. E, assim como no design thinking, o aprendizado está baseado na empatia, colaboração e experimentação.
“Os meios tradicionais de treinamento não deixarão de existir, mas surgirão novos dispositivos para coleta de dados que serão voltados ao aprendizado”, reiterou Zelada, acrescentando que a relação experiência e aprendizado está cada vez mais estreita.
A título de conhecimento, um estudo realizado no ano passado pela Deloitte em parceria com o Grupo DMRH, sobre o cenário da educação corporativa no Brasil, mostra que, apesar da crise financeira afetar investimentos em educação no curto prazo, é crescente a intenção das empresas em priorizar essa prática nos próximos anos. O relatório mostra que desde 2014, houve um aumento de 42% na quantidade de companhias com equipes adeptas a essa prática e alta de 14% em empresas que possuem universidades corporativas.
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