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Imagens de satélite podem ajudar a identificar focos de coronavírus

Registros de satélite podem contribuir para os pesquisadores decifrarem padrões de frequência de atividades que propiciem a propagação do novo coronavírus. A informação é do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), organização profissional técnica que reúne profissionais de diversas áreas de pesquisa.

O bloqueio das principais atividades humanas por causa da pandemia não se reflete apenas em ruas vazias e lojas fechadas. Do alto do céu, os satélites vêm captando imagens noturnas do planeta Terra, que mostram a queda na intensidade da iluminação das cidades, parques industriais, áreas de comércio e rodovias, explica Rosa Correa, uma das especialistas do IEEE.

Agora os pesquisadores podem usar esses registros para decifrar padrões do uso de energia e transporte, mobilidade e atividades humanas que revelem os locais onde está havendo concentração de pessoas e potenciais focos de propagação do coronavírus, diz Correa.

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Com Covid-19, esses registros noturnos podem ser usados para detectar focos de propagação vírus, o que pode ser muito útil para definir políticas públicas de enfrentamento da doença. “Será possível verificar se há postos de saúde próximos a esses locais, onde há transmissão do coronavírus. E se há hospitais na região com leitos e equipamentos necessários para atender os pacientes”, explica a pesquisadora.

“Nas cidades com abertura econômica, essa mesma análise poderá ser realizada caso haja uma segunda onda da doença e seja necessário bloquear novamente as atividades”, afirma a especialista, que integra a maior organização técnico-profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade.

A especialista esclarece que as imagens noturnas da Terra normalmente são usadas para a análise dos níveis de urbanização, consumo de energia, deslocamentos comunitários, crescimento populacional e mudanças na paisagem. “Obter padrões de luz noturna não é uma tarefa fácil, porque as nuvens, as fases da lua, os aerossóis no ar, a vegetação, a paisagem e a órbita do satélite podem afetar as observações”, pondera.

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