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Pense simples: você confia nos dados?

As regras para produção de bens mudou desde que empresas começaram a migrar para países que ofereciam custo de produção mais baixo, como a China, o exemplo maior. Isto significa o aumento da complexidade da cadeia de suprimentos e um grande desafio para os CIOs no que diz respeito ao compartilhamento de dados entre parceiros comerciais.

Para Thomas Wrobleski – líder para toda a consultoria de gerenciamento de supply chain e operações de sourcing business na América do Norte da Bearing Point –, diante de tais mudanças, é essencial que os líderes de TI retomem conceitos aparentemente básicos: conheçam os processos de negócio e tenham clareza na produção de dados.

“Observe e tenha em mente, sem nenhuma dúvida, todos os processos de negócio. Isso parece algo simples, mas em muitos casos – principalmente, com a proliferação de pacotes de serviços – há uma tendência de esquecer os processos e não ter relatórios que possibilitem melhores práticas. Ainda existe muito valor para ser obtido sincronizando os processos de negócio e com padronização”, diz Wrobleski.

Em um mundo onde as fronteiras ficaram transparentes e a geografia não é o requisito mais importante para a produção, Wrobleski retoma a necessidade de os CIOs verificarem a fidedignidade dos dados produzidos diariamente pelas empresas. “O gerenciamento de dados é muito importante, ou, no mundo globalizado, se está apenas compartilhando informações equivocadas, o que torna o problema ainda maior. São círculos concêntricos, mas na base de tudo está a qualidade da informação, é o coração da coisa. Nada é mais imperativo do que ter isso em mente”, diz.

Segundo ele, gerenciar dados não se trata apenas de obter a informação correta, mas criar um processo bem estruturado para que sempre sejam atualizadas. “Não é fácil, diante da complexidade do processo, manter os dados limpos”.

Para o líder da consultoria em supply chain, a questão da administração de dados é tão importante que ele chega a questionar o valor de tecnologias como o RFID. “Tenho dito para muitos dos meus clientes que antes de adotar RFID é preciso pensar que, obrigatoriamente, significará a proliferação em uma escala enorme dos dados. Não acho que estejamos preparados, nenhum ramo da indústria está preparado, para tal complexidade de informações que a implementação do RFID significa. Aumenta muito a necessidade de gerenciamento de dados”.

 

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