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TI centralizada na Unicred

Prestadora de serviços de cooperativismo de crédito na área de saúde, a Unicred considera ter saído da idade das pedras e chegado ao ano da luz. Agregando 130 cooperativas em todos os estados brasileiros, com R$ 2 bilhões em ativos e liquidez de R$ 1,2 bilhões, a entidade se viu diante de um obstáculo. Para crescer, teria que reestruturar toda sua área de TI. “A Unicred abriga 70 diferentes CNPJs, muitas com procedimentos próprios bastante específicos. Uma cooperada de certa região pode oferecer um produto ou serviço que outra não tem. Então, precisávamos de uma solução única que integrasse os sistemas legados, atendesse às peculiaridades de uma cooperativa e permitisse essa regionalização”, explica o CIO Fuad Aziz. Anteriormente, o sistema era o Clipper – “nada seguro, nada integrado”. O primeiro passo foi formar um grupo de análise para levantar as necessidades e avaliar as ferramentas disponíveis no mercado. A melhor opção encontrada foi a SAP for Banking. Na seqüência, definiu-se que um centro de competência em TI ficaria sediado na matriz, em Minas Gerais. Batizado de Abraccinti, o centro abriga os funcionários que dominam todos os processos e foram treinados para trabalhar com o produto SAP. “Antes, cada cooperada tinha seu departamento de TI. Agora, temos um braço único. Reaproveitamos os funcionários como homens de negócio, mais do que técnicos”, diz. O resultado é que o cenário interno, que antes apresentava 80% da força de trabalho no backoffice e 20% nas demais áreas, foi revertido, aumentando o volume de transações e, conseqüentemente, os ganhos. Da fase de análise à implantação foram 15 meses de trabalho. A escolha da SAP, explica Aziz, se deu por conta das peculiaridades da Unicred e das normas a que uma cooperativa está submetida: “Era a mais abrangente. Outras ferramentas poderiam ser adquiridas, mas teríamos que trabalhar para adequá-las, já que foram desenhadas para uma operação simples de crédito. Para nós, as regras do Banco Central são diferentes. Não somos um banco comercial. Atendemos um grupo específico e não temos receita. Temos sobras ou perdas divididas proporcionalmente entre os associados no fim do ano. As cooperativas são monitoradas, sendo imprescindível a rastreabilidade das informações”. Com a reestruturação, a Unicred considera-se pronta a ir adiante no projeto de crescimento. A previsão para 2007 é triplicar de tamanho, tanto em número de unidades, cooperados, clientes e parceiros, como de produtos e volume de recursos. Em breve, lançará uma novidade, o mobile bank, apresentado pela primeira vez durante o Ciab. Pelo smartphone, os médicos poderão realizar suas operações de crédito e autorizar transações. “São poucos os médicos que trabalham com um computador à frente. Então, a medida visa facilitar a vida do nosso público”, diz Aziz.

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