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Liderança opressora

Trabalhar para alguns líderes pode ser tão perigoso à saúde quanto tomar uma dose de veneno. O comportamento desses profissionais é tão difícil que chega a comprometer o fluxo de trabalho da empresa. Você conhece o tipo: mais um déspota do que um líder, ele coloca os funcionários uns contra os outros e estabelece um clima de medo generalizado.
Em algum momento de sua carreira você deve ter se deparado com alguém assim, ou talvez você testemunhe agora sinais de uma pessoa com esse perfil emergindo na empresa.

As características do “líder tóxico”
Líderes tóxicos têm alguns traços em comum. Frequentemente, eles têm forte compromisso com uma meta pessoal, idealizada. Assim, mesmo que você seja um colega do mesmo nível hierárquico, certamente será considerado 100% inimigo.
O líder venenoso é arrogante; em sua mente, está sempre com a razão. E ainda retém informações, não gerando discussão sobre o trabalho a ser feito.
Reconhecimento de um líder como esse só ganha quem suporta suas decisões a todo custo. Ele trata os empregados de forma fria, até mesmo cruel. E gosta de atribuir culpa aos outros, mas levando crédito sozinho quando algo dá certo.
Uma vez tive um chefe assim, que me deu uma nova definição do conceito de risco compartilhado: se algo que eu fazia obtinha êxito, ele levava o crédito. Se não dava certo, era eu a culpada. Diante dessa experiência penosa, aprendi muito durante um curto prazo. Ele foi meu primeiro modelo negativo de liderança. Felizmente, ele acabou deixando a empresa.
O motivo de líderes se comportarem assim é causa de eterna especulação. Alguns acreditam que é questão de ganância, não apenas de dinheiro, mas de poder e reconhecimento. Incompetência também pode influenciar o comportamento do líder tóxico.

Quando a corporação se omite
A demanda dos líderes venenosos por lealdade leva os empregados a sentir medo deles. Nessa atmosfera desmoralizante e desumana, o líder pode levar a organização à paralisação: os empregados vão parar de pensar de forma criativa; a produtividade deles declinará; e não atingirão seus objetivos. Em casos extremos, empregados desesperados para agradar seus chefes e manter os empregos cometerão atos pouco éticos.
Esse comportamento é tolerado, primeiramente, porque não raramente líderes tóxicos são confundidos com pessoas carismáticas. Líderes tóxicos são atores atuando em um uma peça com o objetivo de conquistar sua meta pessoal. Em segundo lugar, em muitas companhias há diretrizes de se esconder fraquezas pessoais. Em uma organização que trabalhei, um executivo-sênior atordoava frequentemente seus empregados, ainda que ele parecesse charmoso àqueles que não trabalhavam diretamente com ele.
Mesmo depois que seus superiores testemunharam tal comportamento, nada foi feito a respeito porque ele sempre cumpria as metas. Apenas depois que o turn over de sua equipe cresceu significativamente e que ele acabou não alcançando algumas metas é que encarou a conseqüência de seus atos. Não foi mandado embora: em vez disso, passou a trabalhar com um coach e mudou sua abordagem de liderança de forma significativa. Essa situação mostra bem os riscos de encorajar a liderança tóxica visando apenas os resultados de negócios e ignorando como eles foram atingidos.

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