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Batalha no mercado de rede: Cisco versus Bay, 3Com, Cabletron e Juniper

Um capítulo da disputa entre roteamento e switching envolve a competição acirrada entre a Cisco e seus rivais no mundo corporativo – Bay, 3Com e Cabletron.

Ao longo do tempo, a Cisco também aprofundou seu foco no mercado de service providers, onde a novata Juniper Networks, com suporte financeiro de vários dos rivais da Cisco em dados e telecomunicações, passou a se tornar uma alternativa.

No Brasil, a Cisco está no epicentro de uma investigação promovida pela Receita Federal e a Polícia para detectar um suposto esquema fraudulento de importação de equipamentos. As rivais da companhia, entretanto, ainda não quiseram dar entrevistas para dizer até que ponto poderão se beneficiar do episódio.

Leia Mais: Conheça as 10 maiores batalhas em tecnologia

Talvez somente a IBM tenha enfrentado uma mentalidade “conspiratória” similar por parte de outros líderes da indústria. Mas isso é também um comprimento, uma demonstração de respeito e medo do potencial da Cisco e sua eventual dominação no mercado através da combinação de tecnologias e entendimento do mercado, política de preços agressiva e uma estratégia ambiciosa de aquisições que permitiram que a companhia traçasse seu caminho para mercados tão aquecidos como armazenamento e vídeo.

A Bay foi formada pela fusão de duas pequenas rivais da Cisco – SynOptics em hubs corporativos e switches e Wellfleet em roteadores corporativos. Mas mesmo a combinação de duas grandes players em seus respectivos mercados pôde reprimir a dominação da Cisco – Bay foi adquirida pela Nortel, que permanece em um distante segundo ou terceiro lugar no mercado de redes corporativos.

Antes disso, no entanto, a Bay assinou uma parceria com a IBM – que tem uma divisão chamada Networking Hardware Division (NHD) – e a 3Com para formar a Network Interoperability Alliance (NIA). O grupo alegava ter sido formado para garantir a interoperabilidade entre switches ATM, mas observadores notaram que os fornecedores, na verdade, se juntaram para enfrentar a Cisco e tentar minimizar sua presença dominadora no mercado.

A aliança NIA sucumbiu depois de três anos, sem promover virtualmente nenhum impacto no mercado ou nas decisões da indústria compradora. A IBM, enquanto isso, vendeu sua área de roteamento e switching para a Cisco em 1999.

A Cabletron, enquanto isso, acabou por perder a licença de uso dos softwares Cisco em seus hubs e switches depois de uma gafe em uma feira de negócios. “Queremos uma competição saudável, mas a Cabletron foi além disso com as suas atitudes”, disse Alex Mendez, na época vice-presidente de marketing para redes corporativas.

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A companhia deixou de existir anos depois, tendo se dividido em quatro companhias em 1999, das quais uma delas, a Enterasys, atua nas operações de switching e mais tarde abriu seu capital em bolsa. De acordo com pesquisa da Dell’Oro Group, a companhia estava em sétimo lugar no ranking das maiores receitas  na área de switches Ethernet.

A Juniper, por sua vez, tem tido melhor sorte contra a Cisco no mercado de service provider que a Cabletron, Bay, IBM r 3Com tiveram. A companhia abocanhou um terço do market share da Cisco em roteadores e permanece um competidor viável e alternativo à líder.

A Juniper também tenta ampliar esse sucesso no mercado corporativo, para o qual ela adquiriu as tecnologias NetScreen de VPN e firewall. A companhia também é aguardada em breve na arena de LAN switching.

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